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junho 04, 2005

Make Poverty History

(Leituras do Daily Telegraph)

Uma grande maioria de ingleses acredita que seria um desperdício de dinheiro injectar milhões de libras em África.

Propõe-se que a dívida a instituições como o Banco Mundial seja anulada.
Enquanto Tony Blair se prepara para ir a Washington, 2ª feira, em busca do apoio americano na abordagem ao problema da fome no Terceiro Mundo, um Inquérito do The Daily Telegraph mostra que 83 por cento das pessoas não está convencida de que o dinheiro dado pelo Ocidente seja gasto com sabedoria.
Mostra ainda que 79 por cento dos votantes acredita que a corrupção e a incompetência foram responsáveis pelos problemas de África.

O governo inglês prepara um pacote de medidas, destinadas a garantir à população, que o dinheiro dos contribuintes não irá parar ao bolso de políticos corruptos. Nova legislação vai permitir que o dinheiro contrabandeado para Inglaterra por antigos ditadores africanos corruptos seja confiscado e devolvido aos países respectivos.

Numa conferência de imprensa em Edinburgo, o ministro Gordon Brown disse , que o pacote do Governo para África vai "combinar a acção sobre a dívida, ajuda, com comércio, transparência, ataque à corrupção e estímulo ao investimento privado".

A promessa segue-se ao crescente apoio do público e de celebridades à campanha Make Poverty History quando se aproxima a cimeira dos líderes dos países mais ricos do mundo, no mês que vem, na Escócia.

Bob Geldof, que está a organizar concertos Live 8 em 5 países antes da reunião do G8 em Gleneagles, pede que um milhão de pessoas marchem até Edinburgo e pressionem os políticos para que façam mais para erradicar a pobreza.

Publicado por inesf às junho 4, 2005 06:43 PM

Comentários

O grande problema de África sempre foi a corrupção e inépcia das suas élites. Isso e a passividade colaborante das democracias ocidentais...

As ajudas não deviam ser entregues aos governos africanos, mas TOTALMENTE nas mãos de entidades da ONU ou de ONG fiáveis. Se necessárias forças paramilitares ou militarizadas da ONU vigiaram localmente a distribuição das ajudas.

E, sobretudo, as ajudas não deviam ser meras distribuições passivas de mantimentos, mas ajudas ao desenvolvimento e investimentos na economia local.

Publicado por: Rui Martins às junho 5, 2005 01:07 PM

Talvez se pudesse estancar um pouco o sofrimento e a inactividade resultante das guerras civis e tribais.
Negócios de armas, não controlados, florescem no continente mártir.
Como censurar a corrupção dos ditadores, se ela é alimentada pelos países ricos?
A própria distribuição de alimentos e doações é usada como arma de apoio pelos 'senhores da guerra'.

Publicado por: Inês às junho 6, 2005 12:39 AM