« diagnóstico | Entrada | a pedra no sapato »

julho 28, 2005

dos que 'nunca' se enganam

Errar era humano e com os erros aprendiamos bastante ao longo da vida. Não era desculpável que alguém ignorasse o respeito devido às vítimas de um erro seu. Pedir desculpa, tentar remediar prejuízos, era respeitar a dignidade das pessoas.
Hoje, infelizmente, não é essa a norma nos serviços públicos, onde se armam defesas demasiado frágeis para justificar erros, onde se atiram as culpas à suposta incompetência de outros serviços públicos. Nós não somos bolas de ping-pong saltitando de um Serviço para outro. Pedindo a esmola de uma solução para o problema que nos criaram.

Sete meses depois só me restou enviar novo pedido de aposentação. Felizmente não precisei de me deslocar a Lisboa, porque o atendimento por e-mail resulta mesmo.

Os funcionários deviam ter BRIO no que fazem. Respeitar os utentes dos Serviços Públicos, para serem olhados com respeito e confiança. Desconfiados, ainda ficamos com medo de represálias. Um medo patológico que alastra, num pântano social em que a pouco e pouco nos deixamos enterrar.

Publicado por inesf às julho 28, 2005 12:42 AM

Comentários

Do mal o menos... vou ficar torcendo pra despacharem isso rapidinho, depois da barraca que deram :)

Publicado por: vi às julho 28, 2005 08:41 AM

Amiga, como te compreendo e lamento! É isso que me indigna! E acontece cada vez mais, por todo lado, já ultrapassa o tradicional mau atendimento da Função Pública. Mesmo em "privados" quase nos batem se temos a lata de vir protestar contra alguma coisa que correu mal. O erro tem de ser mesmo nosso...
Uma vez, alguém teve a lata de me responder, quando eu perguntava qualquer coisa, "se calhar perdeu-se o dossier...". Creio que fiz a minha cara de bruxa má da Branca de Neve, e respondi no tom mais frio ( gelado mesmo!) que consegui: "Olhe, vamos partir do princípio que a senhora não me disse isso e eu não o ouvi! Porque senão teria de fazer uma queixa de si por gravíssima negligência! É favor encontrar o processo para eu o consultar quando cá voltar!" e voltei-lhe as costas.
Vinha com tanta raiva que nem via á minha frente!

Publicado por: Emiéle às julho 28, 2005 08:42 AM

Profissionalmente contacto frequentemente com serviços de suporte telefónico de várias empresas. Frequentemente nestas (p.ex. a Microsoft) após o encerramento da questão recebo um telefonema onde me colocam uma série de questões sobre o problema abordado.

Imaginem um sistema semelhante para o atendimento em repartições públicas. Imaginem se os funcionários desse atendimento recebessem um prémio financeiro em função dessas avaliações. Imaginem o que isso iria melhorar o serviço prestado, por um custo irrisório...

Sempre acreditei que o que falta no Funcionalismo são mecanismos de Retorno de Mérito e Punição de Demérito. Só assim poderemos dar o tal "salto em frente" para a modernidade do nosso Estado...

Publicado por: Rui Martins às julho 28, 2005 06:28 PM

Vi, obrigada. Dizem que às três é de vez, né?

É verdade, Emiéle! Os maus exemplos são contagiantes. No privado como no público, o atendimento é quase um favor. E então, se alguém ousa dizer 'mas' cai o Carmo e a Trindade.

Está bem visto, Rui! Um sistema que compensasse quem atende bem seria estimulante. É o ovo de Colombo. Já que o brio profissional quase se tornou careta, era uma boa motivação premiar o mérito. Mais difícil será punir o demérito...

Publicado por: Inês às julho 28, 2005 11:07 PM

tem toda a razão... reclamar é um direito, mas ficar " desconfiado" que nos dêem uma porrada por reclamar o que é de direito cheira a estrume...

Publicado por: hammer às julho 30, 2005 11:36 PM

hammer, acontece tanta vez! Mas lá que cheira, cheira!

Publicado por: Inês às julho 31, 2005 12:41 AM