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setembro 29, 2005

Faro = os novos jardins !

Laranjeiras (!?) e malvas substituiram as frondosas árvores da Pontinha, em Faro.

Fica muito cara a manutenção destes jardins que nunca darão sombra.

À Pontinha os passeios não pertencem aos peões.

Nunca saberemos ao certo quanto custa regar e tratar 800 vasos destes. Nem em que outro lugar crescem laranjeiras como eucaliptos.

Até onde a vista alcança...cansa!

Publicado por inesf às 11:45 PM | Comentários (5)

setembro 28, 2005

Faro = Misericórdia

Edificação notável / Remarkable building - explica a placa ao lado da porta principal da Igreja da Misericórdia, em Faro

A placa na parede junto à porta resume a história da igreja da Misericórdia , mesmo em frente do jardim Manuel Bivar. À direita fica o Arco da Vila , ao lado o posto de Turismo. Estrangeiros (muitos) filmam, fotografam. Acham estranho a porta fechada, e o chão sujo dos dejectos dos pombos.


Gostariam de visitar a igreja do século dezasseis, anunciada nos guias turísticos. Mas há muito que a igreja está fechada e o turista só lá entra, quando encontra a porta aberta por causa de algum velório. O que é cada vez mais raro, caem pedaços de tecto e é perigoso.

Onde o plástico substitui o vidro da portada.

O interior da igreja denuncia o esquecimento e o abandono da autarquia capital da cultura 2005 . Da rua vê-se que as janelas do coro perderam vidros, substituídos por plásticos como em morada de sem-abrigo.

Em vez das floreiras e da arqueologia-faz-de-conta havia que honrar a história da cidade e cuidar das marcas que deixou. Ainda mais quando vamos a tempo de facilmente recuperar um edifício que só precisa de cuidados mínimos, prestados por técnicos reconhecidamente competentes.

Mas nem em promessas os candidatos passam por aqui!

Publicado por inesf às 10:26 AM | Comentários (5)

setembro 27, 2005

Faro = arqueologia eleitoral

Assim vai o Largo 25 de Abril!
A Câmara Municipal desenterrou um esqueleto de criança, mais além o esqueleto de um burro. Há também um muro do século dezanove. Toda a zona vizinha da delegação da RTP/RDP está escaqueirada.
Isso foi o que me contaram na mercearia depois. Intrigada com o espalhafato, dirigi-me à menina e perguntei o que se passava. Mostrou-me o muro. É a Universidade do Algarve que está a investigar? perguntei. Não, somos de uma empresa de arqueologia a trabalhar para a Câmara.

Viva o luxo! É incrível !!!!! O homem convence com aquela do ao menos ele faz, não mete dinheiro ao bolso como outros. Pois. Só está a gastá-lo a seu bel prazer em invencionices sem utilidade para os munícipes. E a trabalhar para a bela reforma e justificar o eterno lugar na associação dos empresários de Faro!

Resta acrescentar que, além do Largo 25 de Abril, há duas ruas intransitáveis onde foram arrancadas as pedras da calçada, agora amontoadas na via pública, numa extensão de 250 a 300 metros.

Nem parece arqueologia. Vejo mais pedreiros do que arqueólogos. Estão a encontrar a um metro do subsolo restos do século dezanove. Mas isso não surpreende ninguém, a não ser talvez ...

Publicado por inesf às 12:02 PM | Comentários (6)

setembro 26, 2005

coisa de fraldas

Há coisas que estão tão perto que nem reparamos nos detalhes. Como fazem as mães que carregam os filhos enrolados às costas, para mudar a fralda? Simplesmente não mudam. Dá ideia que instintivamente sabem quando está na hora de os afastarem do corpo, para que se aliviem....

'Estás bem sentadinho?' A comunicação eliminatória deve ser sempre suave
' Bébés aos bacios já! ' * é o movimento que varre a América e também já tem seguidores na Inglaterra. Pediatras, psicólogos e mães estão divididos quanto a esta prática, também conhecida por comunicação eliminatória, ou higiene infantil natural.

Os defensores desta técnica entendem que não há necessidade de esperar pelos dois anos para iniciar o bacio. Afirmam que os recém-nascidos são capazes de aprender em poucos dias a dar sinal de que precisam ir ao WC.

O método, segundo o Telegraph, foi inspirar-se nas mulheres da África e da Ásia.


*tradução livre

Publicado por inesf às 02:29 PM | Comentários (3)

Que cena!

À minha irmã , mulher forte e pouco dada a sentimentalismos inúteis, não passou despercebida a cena teatral. Dona Máxima, nossa mãe igualmente forte e poderosa, perguntava seca e provocadora: posso sair? e o porteiro Pode, claro!
- É que nunca me deixam sair! nem para ir a casa! nem para ir à missa! e eu sei de quem é a culpa. É desta, desta e da outra. Só porque caí...
Generoso o porteiro do Lar interrompeu a cassete. Levantou-se, agarrou-lhe na mão e disse A minha princesa pode tudo! Pôs um joelho no chão e como num teatro Máxima sentiu-se Princesa. Digna e desarmada sorriu. Esquecida já da turbulência anterior. A vida sorria de novo...

Não há palavras para traduzir o espanto, o respeito, a admiração, por um homem que apenas faz o seu trabalho.

Publicado por inesf às 11:32 AM | Comentários (3)

setembro 25, 2005

cibervó

Adoro jogar poker e bingo online com pessoas de todo o mundo. Acho que os websites são uma maneira fantástica de conhecer novos amigos. Os meus netos chamam-me 'cybergran'!

Elizabeth Sheridan, 73 anos

Um nico de um artigo na BBC NEWS , intitulado Silver surfers say net is 'vital'

Está a crescer a utilização da tecnologia de modo transversal em todas as faixas etárias no Reino Unido, ainda que um relatório recente tenha concluido que as gerações mais velhas são excluídas pela tecnologia.

Dois inquéritos a assinalar o Silver Surfers' day (qualquer coisa como o dia dos 'internautas de cabelos brancos' não consegue dar a dignidade da prata a esta versão portuguesa), sugerem que tecnologias como a net são consideradas essenciais pelos mais velhos.

Mais de metade dos internautas acima dos 55 anos dizem que a net lhes dá vida nova. Sete por cento procuram o amor online, e 22% utilizam os jogos.

O dia anual dos Silver Surfers pretende apresentar as tecnologias ao grupo dos mais velhos . Apoiado pelo fundo social da União Europeia, tem como objectivo facilitar a transição para a vida digital, de 10,000 "excluídos digitais", mostrando-lhes o que, de novo, as tecnologias podem trazer às suas vidas.

E eu pergunto: alguém ouviu falar disto em Portugal? Cadê os fundos?

Publicado por inesf às 02:03 PM | Comentários (2)

setembro 24, 2005

escuteiros da internet

 Children are said to be best placed to give grandparents net skills Os mais novos vão ser incentivados a assumir o papel de formador de internet ajudando os seus avós a entrar on-line. A empresa Telco assinala o dia 24 de Setembro, Dia dos Avós no Reino Unido, pedindo às crianças que se tornem "internet rangers".

BBC NEWS

Foi criado um website especial com ferramentas, conselhos e actividades para levar as crianças a ajudar os avós a aproveitar o máximo da internet.

Com a internet a tornar-se o instrumento de comunicação escolhido por serviços fundamentais como a informação médica e a educação, os excluídos digitais ficarão em grande desvantagem no acesso aos serviços e à informação, segundo o director para a inclusão digital, Mike Hughes.

BBC NEWS

Publicado por inesf às 10:06 PM | Comentários (4)

se não fosse eu...

Palavra de mãe: 'Se não fosse eu, não estava cá ninguém!'No lugar a que chamo Montanha Mágica, porque me faz lembrar o sítio de uma obra de Thomas Mann, a vida decorre tão outra e tão simples que para lá emigro. Como que a fugir da tempestade social que nos ameaça de loucura.

Ali onde já viveram monjes, ali nasceram os meus primeiros sobrinhos e ali está hoje a minha mãe, oitenta e três poderosos anos, alegres e marotos ...

Ali também há um escândalo, o qual não tem a ver com a fátima, nem com a súbita reforma de lopes, caída do céu de tão rápida. Seguramente a caixa geral de aposentações fez um frete a alguém.

Ali o acontecimento un-natural é o amor entre duas pessoas livres, maiores de idade, uma senhora e um cavalheiro.

Consta que a sesta na sala grande perdeu a inocência do sono, desde que começou o namoro. Os olhos já não se fecham lenta e involuntariamente, cabeças viradas para o televisor. De um qualquer canal saltou para a sala a telenovela, tal e qual.

E o amor que todos aceitam ver na televisão é aqui, na vida real, um caso sério para uns, um romance bonito para outros poucos! Seja como for, são dois dos seniors mais bonitos que conheço e merecem candidatar-se a um novo mandato no casamento!


Publicado por inesf às 02:38 PM | Comentários (4)

setembro 22, 2005

Matemática: ser ou não ser exame de acesso


Na reunião de ontem, o secretário de Estado do Ensino Superior manifestou a abertura da tutela para uniformizar as provas de acesso de cada curso, impedindo situações em que a ocupação de vagas é facilitada porque os exames são mais fáceis para os alunos.
Exemplo disso são os Institutos Superiores de Contabilidade e Administração (ISCA), que em Aveiro, Coimbra e Lisboa têm um máximo de 20 por cento de vagas ocupadas porque o exame de acesso é Matemática, enquanto que no Porto 80 por cento dos lugares estão preenchidos porque a prova é de Economia.

in Diário de Leiria

Publicado por inesf às 11:12 PM | Comentários (1)

setembro 21, 2005

trabalho sim! desemprego não!

E se por cada manifestação de uma corporação ofendida surgisse uma contramanifestação do crescente exército de desempregados reclamando "emprego" onde outros reclamam "regalias!"?

Diz o Rui , na entrada Vamos manifestarmo-nos a favor da Liberdade! e eu assino por baixo.

Publicado por inesf às 05:07 PM | Comentários (7)

A meta volante

Com 30 anos de serviço esta professora sabia que ia trabalhar mais seis anos até à Aposentação. A meta estava próxima, conseguia já vê-la. Reunia todas as suas forças para percorrer os metros que faltavam.

Foi então que a meta desatou a correr à sua frente. Já não eram seis anos, mas catorze (mais do dobro) que faltavam.

Incrédula, começou a perder o ritmo. Caminhava a passo, não podia desanimar, não queria. Nunca foi mulher para desanimar. Nem para calar a revolta contra a arbitrariedade de quem decidiu prolongar a corrida. Um grito numa cartolina!

Publicado por inesf às 12:14 AM | Comentários (2)

setembro 20, 2005

...

Segundo Voltaire, o senso comum não é assim tão comum.

Common sense is not so common.

François-Marie Arouet (1694-1778), mais conhecido por Voltaire, foi um escritor e filósofo francês do Iluminismo.

Publicado por inesf às 10:29 AM | Comentários (3)

Qualidade de vida, vida de qualidade

Eu ainda sou do tempo em que estar doente de cama justificava uma visita do médico. Havia enfermeiros que vinham a casa, dar uma injecção, fazer um penso.

Estar doente hoje é bem mais penoso: chama-se a ambulância. Os maqueiros sobem ao nosso segundo andar sem elevador. Levam-nos ao colo até à maca, metem-nos na ambulância. Rumam ao centro de saúde ou ao hospital, enquanto tentamos não cair nas curvas apertadas do trânsito da cidade.

Largam-nos numa maca outra, se a houver. Alguém faz-nos perguntas para preencher uns papéis. Estamos sozinhos, embora haja outras macas com fardos humanos no mesmo espaço que parece a antecâmara da morte. O tempo que esperamos só serve para perceber que outros também estão doentes, alguns muito mais doentes. Até se morre ali!

Com a massificação da saúde os hospitais mais parecem jumbos gigantescos num sábado à tarde.
Virá aí mais um?

Publicado por inesf às 09:46 AM | Comentários (1)

setembro 19, 2005

O que foi um dezóito...

Medicina volta aos 18 valores

Como é habitual os cursos ligados à saúde continuam a exigir as notas de entrada mais altas. PÚBLICO

Cíclico, o escândalo de há 20 anos volta-me à memória. Cada ano, todos os anos desde que surgiu o numerus clausus, em Setembro, quando os (tele) jornais anunciam os resultados dos concursos a Medicina.

Foi uma bronca quando se soube que aquela funcionária da secretaria tinha modificado a nota final de um aluno do Liceu. Simplesmente acrescentou quatro letras à palavra dez, na sua caligrafia francesa, e com uma bolinha mínima na caruta do algarismo zero, estão a ver, fez o algarismo oito. O candidato de dez transformou-se num candidato de dezoito.

Alguém apresentou queixa no tribunal e quando chegou o tempo da sentença, o aluno estava no 3º ano de Medicina.

O que significa uma nota, quando me sento à frente de um médico? Nada.

Publicado por inesf às 11:38 AM | Comentários (2)

setembro 18, 2005

Novidade!

O primeiro dente da Leonor

Já viram bem? Trata-se do primeiro dente.

Publicado por inesf às 08:20 PM | Comentários (10)

setembro 17, 2005

depende...

Silence is more eloquent than words. Thomas Carlyle

O silêncio é mais eloquente do que as palavras. Frase do dia, autor:

Thomas Carlyle : filósofo escocês (1795-1881). Ensaista e historiador cuja obra teve enorme influência na época Vitoriana. Nascido numa família rigidamente calvinista, o pai esperava que viesse a ser pregador. No entanto, enquanto frequentou a Universidade de Edimburgo Carlyle perdeu a fé no Cristianismo. Ainda assim os valores Calvinistas ficaram-lhe para toda a vida.
Esta combinação de um temperamento religioso com a perda da fé no Cristianismo ortodoxo tornou a sua obra interessante para muitos Vitorianos, enredados que estavam nas transformações científicas e políticas que então ameaçavam a ordem social tradicional.

versão portuguesa daqui.

Publicado por inesf às 02:35 PM | Comentários (3)

setembro 16, 2005

Assunto: Pensão Definitiva de Aposentação

Informo V. Exª de que, nos termos... foi reconhecido o direito à aposentação, por despacho de 2005-09-07 da Direcção da CGA.

:) :) :)

Publicado por inesf às 03:28 PM | Comentários (6)

setembro 15, 2005

raivas, já começo a ter as primeiras raivas...

A repristinação traduz-se na reentrada em vigor das normas revogadas pela norma declarada inconstitucional, portanto, neste caso, pela reentrada em vigor do Decreto-Lei nº 116/85, de 19 de Abril. E a repristinação decorre automáticamente da declaração de inconstitucionalidade, pelo que o Tribunal Constitucional não tem de decidir “expressis verbis” efeitos repristinatórios, nem tem de especificar quais as normas repristinadas (cfr. Gomes Canotilho, “Direito Constitucional e Teoria da Constituição”, Almedina, 1997, p. 903).

andando por aí, achei isto aqui . Ter-me-ia dado muito jeito há dois anos ... mas mais vale tarde.

Com efeito, e como V.Exa. saberá, no ordenamento jurídico português, vigora o princípio segundo o qual o desconhecimento da lei não aproveita a ninguém.
Ah não, Provedor. É claro que aproveita. Pergunte à Ferreira Milk.

Publicado por inesf às 06:09 PM | Comentários (4)

Tenho, tenho!

V. tem uma filha, em idade casadoira, disposta a contrair matrimónio com um jovem agente da Guarda? Ou, ao menos, tem um primo, ainda que afastado, que, sendo polícia, se disponha a declarar que o caro leitor está a seu cargo? Saiba que, em ambas as situações, V. pode passar a usufruir das regalias dos privilegiados regimes de assistência na doença da PSP e da GNR.

in Câmara Corporativa - Sábado, Setembro 03, 2005


Publicado por inesf às 12:43 PM | Comentários (3)

setembro 14, 2005

Mais vale prevenir...

Especialistas debatem como reduzir risco de queda de edifícios em situação de catástrofe 14-09-2005 9:00:00


"O terramoto de 1755, provavelmente o desastre mais destruidor em termos de meio físico de toda a história da humanidade, servirá como pano de fundo para este congresso", disse Pompeu Santos.

O terramoto de 1755 deu origem a um maremoto que matou cerca de 90 mil pessoas em Lisboa, um terço da população da capital, provocou muitos milhares de mortos na costa algarvia, na Andaluzia (35.000 mortos em Cádiz) espanhola e em Marrocos, tendo tido consequências em toda a costa do Mediterrâneo

in Observatório do Algarve

Publicado por inesf às 12:06 PM | Comentários (4)

Recursos...

Our progress as a nation can be no swifter than our progress in education. The human mind is our fundamental resource. John F. Kennedy

Registo o pensamento do dia para que aqui fique : O nosso progresso como nação não pode ser mais rápido do que o nosso progresso na educacão. O espírito humano é o nosso recurso fundamental.

Publicado por inesf às 10:24 AM | Comentários (0)

setembro 12, 2005

Uruguai

uruguai_mapa.jpeg
É daqui que vêm as laranjas que o Pingo Doce tem para nos vender. Em Faro (Algarve - Portugal).

Só compra quem quer! ou não tem mais onde encontrar laranjas do Algarve.

Publicado por inesf às 06:56 PM | Comentários (5)

setembro 09, 2005

Um Manual Escolar

livro1.jpg
Arrumo os manuais escolares, em véspera de reforma. Uns ficam de lado para ir fora. Este, nunca consegui tirá-lo dos meus livros da frente. Diferente de todos os outros, belíssimo. Hoje abri-o, folhei e encontrei a história do menino que salvou a Holanda, tapando com o dedo um pequeno buraco num dique. Uma história clássica para os mais velhos. Fica aqui.

English One
1º ano Liceal
Maria Adélia Silva Melo
Porto Editora
[sem data]
Páginas 116-117

The Boy Who Kept his Finger in the Dike

Hendrik had not lived much of his life as yet - when asked his age he said he would be ten in about ten months - but, during all the life he had lived so far, he had heard about the dikes. He knew that half of Holland, his homeland, lay below the level of the sea and the only things that protected it from being flooded were the dunes and dikes. The dikes, which were made by man, were the most important. Long ago, long before historians kept records, Hollanders put up great mounds of earth to save their land from the tides. It was a cruel war, a constant battling between the rising of the sea and the strenght of the dikes, and for many years the sea threatened to be the victor. But the Hllanders were determined not to be driven out of the country they loved. Stubbornly they fought back the waters that roared in from the North Sea; they protected the soil with longer and and larger dikes, using barriers of clay and stone as well as bricks.

Publicado por inesf às 05:02 PM | Comentários (7)

#2

Most Dutch boys were aware of this, but they seldom gave it a thought. Hendrik, however, thought about it all the time, for it was, so to speak, in his family. His grandfather had been a dikebuilder; his father looked after dike repairs; his uncle was in charge of a polder, an area of reclaimed land, surrounded by dikes. On his way to and from school Hendrik walked as close to the dike as possible. It was not only a protection but his pride; it was a sort of family responsability. He admired the way the dike was constructed; its tall grassy flanks and the great stone blocks on the sea's side, put there to break the violence of the waves. He would imagine himself swarming to the top and standing on the wall as if it were a rampart, hurling cries of defiance and holding off the enemy. He would make expeditions into the countryside exploring the turns and twists of the walls, examining the ways in which they were built, trying to guess their age.

Publicado por inesf às 03:51 PM | Comentários (0)

#3 the sound of water

One day he roamed further than he had ever gone, much further than he had intended. The sky was darkening when he turned towards home; there was no time to watch anything except the shady, unfamiliar road. It was a still, chill, stormy evening; the birds had gone to their nests; there was no sound in the air except... Hendrik listened intently. He did not want to believe what he had heard, but he knew only too well what it was. It was the sound of water. Nothing much - only a trickle - but Hendrik knew what it would mean. He knew that the tricke would soon become a gurgle, then there would be a gush, then a rush, a roar, and the North Sea would sweep in.

For a moment he stood bewildered. It was growing dark, hard to see, harder to locate a small leak in the dike. Finally he found it - a few feet from the ground - he could just reach it. It was, as he suspected a small leak, small enough to be stopped with one finger.

At first he was not worried. He even felt a little heroic, elated to see that the finger of a small boycould hold the mighty waters in check. Besides, he thought, it will not be long; someone is sure to pass by, see what is happening, and get men to repair the damage.But the stillness continued, stillness and loneliness. As the night came on Hendrik grew colder. His hand pained him; there were cramps in his arm; soon his entire side felt numb. He could not tell how long he had been there; hours seemed to pass; he called and cried, but there was no answer. No help came.

Publicado por inesf às 03:24 PM | Comentários (0)

#4 - a great part of Holland was saved

The pains frightened him, but he could not take his finger from the dike. The aie was freezing: he was afraid he would drop from fatigue. He stamped his feet to stamp out the cold. He rubbed his stiff arm with the fingers of his other hand to keep the blood flowing. He was dizzy; shooting nerves stabbed every part of his body. But he would not take his finger from the dike.
When he saw the man with a lantern in his hand, Hendrik fainted. His parents had been searching for him; but it was a labourer, returning late from work, who found the boy. The leak was plugged, the dike strenghtened, and a great part of Holland was saved.
Years passed, wars came and went, many things were forgotten. But the country remembered. Long after Hendrik became a storied figure, a hero without a name, he remained one of Hollands most cherished legends: The Boy who kept his finger in the Dike.

(retold by Michael Lewis)

Publicado por inesf às 03:14 PM | Comentários (5)

setembro 07, 2005

corrigir os 10 mandamentos...

Por corrigir os Dez Mandamentos, embelezar o Sumo Sacerdote e mudar-lhe as fitas ............170 réis

Um galo novo para S. Pedro e pintar-lhe a crista ......................80 réis

Dourar e pôr penas novas na asa do Anjo da Guarda ......................120 réis

Excerto de factura de um santeiro olhanense. Aqui a factura completa !

Publicado por inesf às 06:26 PM | Comentários (8)

Katrina já era

I'm impressed, more than anything, with how this terrible, terrible disaster has made us at once friends, at least on the surface. I guess the same thing happens in any such situation. I wouldn't wish the effects of Hurricane Katrina on anyone. But y'know.....

....there's a lot that positive too.

Enquanto olhamos as imagens que as televisões passam, um actor desta novela da vida real mostra como se acaba por agir numa situação tão dramática:

Versão em português: Estou impressionado, mais do que tudo o resto, com o facto de este terrível, terrível desastre nos ter feito ficar amigos, pelo menos à superfície. Acho que é o que acontece em situações destas. Não desejo a ninguém os efeitos do furacão Katrina.
Mas, sabem...
... também há uma porção de coisas assim positivas.

Publicado por inesf às 12:34 PM | Comentários (3)

um blog em Nova Orleães (em português)

Those who do not remember the past are condemned to repeat it.
George Santayana

Esta Frase do Dia, aqui ao lado hoje, não podia vir mais a propósito. Não se pode varrer a história para debaixo do tapete. Neste caso a história mais recente de New Orleans.

A Negligência Criminosa com New Orleans, em 10 datas

Muito bem, seu Idelber Avelar. Os seus olhos são os nossos, de todos os que falam português!

Sua força e alma são únicas.

sábado, 03 de setembro 2005
Notícias e Recados aos Refugiados de New Orleans


Publicado por inesf às 11:45 AM | Comentários (0)

setembro 06, 2005

a não perder

Este post.

A mesma foto, preto e branco, a mesma legenda com uma nuance que diz tudo.

preto: after looting a grocery store (depois de assaltar uma mercearia)

branco: after finding bread and soda from a local grocery store (depois de retirar pão e refrigerante de uma mercearia local)

Publicado por inesf às 10:26 PM | Comentários (2)

65 mil nomes

reencontro Até a manhã de 5 de setembro (horário de Genebra), a página da Cruz Vermelha para as vítimas do Furacão Katrina já havia registrado mais de 65.000 nomes. O website www.familylinks.icrc.org/katrina permite que pessoas afetadas pelo desastre restabeleçam contato com seus familiares e amigos. O serviço é mantido pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) em cooperação com a Cruz Vermelha Americana.


As pessoas que estejam na área do desastre podem registrar a si mesmas na página, informando a seus familiares e amigos que estão em segurança e dando detalhes sobre a forma de fazer contato. Os que estejam buscando informações sobre pessoas que estavam na região afetada podem consultar as listas buscando o paradeiro da pessoa desaparecida, ou registrando o nome dessa pessoa, encorajando-as a entrar em contato.

A Cruz Vermelha Internacional - versão em português

Publicado por inesf às 02:58 PM | Comentários (1)

"Não há nada a fazer aqui"

O número dois da polícia de Nova Orleães pediu hoje aos habitantes que não tentem regressar às suas casas, alegando que a cidade está "completamente destruída" e que "não há qualquer razão" para voltar.

Warren Riley dirigia-se aos milhares de habitantes de Nova Orleães que procuram entrar na cidade através da única estrada transitável e que contribuíram para provocar um gigantesco engarrafamento que se estende ao longo de 40 quilómetros.

"Não há qualquer razão para permanecer aqui. Não há trabalho, nem casas onde ficar, nem hotéis", a cidade foi "completamente destruída" pelo furacão "Katrina", explicou Riley durante uma conferência de imprensa.

"Não há nada a fazer aqui", insistiu.

in Observatório do Algarve

Quando a Natureza destrói tudo o que o Homem fez - e não há como recomeçar para muitos - é hora de ser humilde.

Por cá, os fogos de verão fizeram o mesmo. Só a escala é menor. Mas não esqueçamos os nossos compatriotas que viram desaparecer tudo o que era a sua vida. Não há como voltar. "Não há nada a fazer aqui!"
O drama é o mesmo. Só os números impressionantes tornam o drama da América mais visível que o de Portugal.

Ningém está livre de passar por uma situação semelhante. Ter de recomeçar do zero.

Publicado por inesf às 10:12 AM | Comentários (2)

setembro 05, 2005

a excepção

The young man knows the rules, but the old man knows the exceptions.
Oliver Wendell Holmes

O homem jovem conhece as regras, mas o velho conhece as excepções.

Publicado por inesf às 10:25 AM | Comentários (1)

setembro 01, 2005

Sumário: Apresentação

O dia era de regresso à escola para os do costume. Assinar a ficha de retorno apenas.
Só fui ao Executivo participar que as obras cedidas para a Exposição de Faro, Capital da Cultura, iam ser devolvidas no dia 2. E fiquei de conversa com o Roger.

Foi então que os novos começaram a chegar. Havia um que vinha do Porto. Quantas horas de viagem? perguntei. Cinco, respondeu. Brincando, comentei Vai ser fácil. Cinco para cá, cinco para lá. Sobram catorze. Não percebeu logo a ironia e acrescentou Bem, com as autoestradas e de noite sem movimento. O normal, sem muito trânsito, aí umas sete.

Não havia ninguém que lhe pudesse dizer o que quer que fosse sobre o horário, ou sobre o dia certo em que começará a trabalhar, ou sobre os materiais disponíveis para a disciplina que lecciona.
Imagino que regressou ao Porto em branco, quase. Arrumar os caixotes, explicava ao Roger, não ia trazer tudo, aliás não sabia o que ia trazer...

Desci a avenida pensando no contraste entre este ser humano e um outro que, tendo a família no Porto, recebe um subsídio de alojamento em Lisboa e concerteza um outro para as deslocações e os etceteras.

Todos os homens são iguais, mas alguns são menos iguais que outros...

Publicado por inesf às 10:06 PM | Comentários (9)