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setembro 21, 2005
trabalho sim! desemprego não!
E se por cada manifestação de uma corporação ofendida surgisse uma contramanifestação do crescente exército de desempregados reclamando "emprego" onde outros reclamam "regalias!"?
Diz o Rui , na entrada Vamos manifestarmo-nos a favor da Liberdade! e eu assino por baixo.
Publicado por inesf às setembro 21, 2005 05:07 PM
Comentários
Obrigado pela citação! Em relação ao problema crescente do desemprego em Portugal recordemo-nos da notícia de hoje segundo a qual a Autoeuropa já não iria produzir o novo SUV, colocando assim em dúvida a manutenção da fábrica em Portugal...
Tempos turbulentos se avizinham... E nestes a segurança laboral intrínseca à função militar ainda se há-de revelar como uma "regalia" invejável...
Publicado por: Rui Martins às setembro 21, 2005 06:05 PM
Também acho. É bem claro o ridículo da situação: enquanto uns gritam por regalias, que não se justificam na situação 'apertada' em que o país se encontra, outros perdem a voz e a vez de ser um mínimo de gente.
Que os 'barrigudos' obriguem as mulheres, as ex-mulheres, as pessoas a 'seu cargo' a ir para a rua gritar 'liberdade' é ofensa grave à memória que guardamos dos militares de outros tempos.
Publicado por: Inês às setembro 21, 2005 06:51 PM
Venho deixar o meu desacordo.
Se para criar emprego é necessário, diminuir direitos, salários, aumentar horários de trabalho, ou seja diminuir as actuais (e más)condições da prestação do trabalho, aonde vai parar a "harmonização no retrocesso".
Nas condições de trabalho em Marrocos? Noutro qualquer país da Àsia?
Quem estabelece a linha de paragem?
Publicado por: rpx às setembro 21, 2005 07:47 PM
Olha rpx, vamos falar claro.
É evidente que se «para criar emprego fosse necessário, diminuir direitos, salários, aumentar horários de trabalho» isso seria um perversão do sistema. Que eu saiba, nas manifestações a que a Teacher se refere, não se fala nem em baixar salários nem aumentar horas de trabalho. Mas fala-se, por exemplo, do caso que dentro da mesma "função pública" haja uns filhos e outros enteados. Se o patrão é o mesmo porque é que as condições são diferentes? Se os trabalhadores da privada já acham que a ADSE é uma grande regalia, como justificar que haja colegas que tenham todos os serviços de saúde completamente de graça, não apenas eles ( o que seria aceitavel ) mas todos os seus familiares, até os que não estão obviamente a seu cargo? Como é que há anos de trabalho que contam muito mais do que outros?
Claro que o que gostaria era que se nivelasse por cima. Que todos tivessemos saúde de graça. Que todos nos reformássemos aos 50. Que todos tivéssemos 3 meses de férias. Mas encontar-se um ponto comum não me parece assim tão grave.
Publicado por: L.G. às setembro 21, 2005 10:01 PM
fui ver... e concordo.
Publicado por: hammer às setembro 21, 2005 10:18 PM
Caro L.G.
Mas os salários (o seu poder de compra) tem baixado e de que maneira e sempre com o "exemplo" dos priviligiados da A.P.
Quanto às regalias/privilégios entendo que cada sector de actividade tem uma realidade estrutural e económica muito concreta e uma história de desenvolvimento, construida por várias gerações, quer no sector público ou privado e por essa razão as tabelas salariais e o conjunto de direitos e deveres são diferenciados de sector para sector e o mesmo acontece na protecção social.
As melhores condições nesta ou naquela matéria, não são privilégios, mas sim do resultado da luta e do avanço dos avanços da sociedade, que deve servir de referencial a todos.
Ou será privilégio (que deve acabar) o pagamento de Horas Extraordinárias ao sábado e domingo, no sector da Metalurgia e Metalomecânica, serem pagas a 300% acima do que é pago aos trabalhadores da AP ?
Na lógica de acabar com os ditos privilégios esta situação deveria acabar... e assim sucessivamente.
É como o L.G. diz a harmonização deve fazer-se no progresso e não no retrocesso.
Publicado por: rpx às setembro 22, 2005 07:52 PM
Isto está há muito transformado num país de "CORPORAÇÕES", à boa maneira zalazarenta.
Estou contigo boa amiga.
Sobre o assunto já lhe dei o respectivo "tratamento" na Nau Catrineta de hoje.
Um abração do
Zecatelhado
P.S.: Voltei à Weblog e ao Tadechuva
Publicado por: zecatelhado às setembro 23, 2005 01:56 AM
