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setembro 06, 2005

"Não há nada a fazer aqui"

O número dois da polícia de Nova Orleães pediu hoje aos habitantes que não tentem regressar às suas casas, alegando que a cidade está "completamente destruída" e que "não há qualquer razão" para voltar.

Warren Riley dirigia-se aos milhares de habitantes de Nova Orleães que procuram entrar na cidade através da única estrada transitável e que contribuíram para provocar um gigantesco engarrafamento que se estende ao longo de 40 quilómetros.

"Não há qualquer razão para permanecer aqui. Não há trabalho, nem casas onde ficar, nem hotéis", a cidade foi "completamente destruída" pelo furacão "Katrina", explicou Riley durante uma conferência de imprensa.

"Não há nada a fazer aqui", insistiu.

in Observatório do Algarve

Quando a Natureza destrói tudo o que o Homem fez - e não há como recomeçar para muitos - é hora de ser humilde.

Por cá, os fogos de verão fizeram o mesmo. Só a escala é menor. Mas não esqueçamos os nossos compatriotas que viram desaparecer tudo o que era a sua vida. Não há como voltar. "Não há nada a fazer aqui!"
O drama é o mesmo. Só os números impressionantes tornam o drama da América mais visível que o de Portugal.

Ningém está livre de passar por uma situação semelhante. Ter de recomeçar do zero.

Publicado por inesf às setembro 6, 2005 10:12 AM

Comentários

É terrível, Inês. Também esta tarde em conversa se fez essa comparação, e em certa medida está correcto, mas... A verdade é que neste caso pode dizer-se que "a quantidade vai alterar a qualidade". Dizendo melhor: quem perdeu tudo num incêndio, passa por um drama de dimensões que nem consigo imaginar. Assusta-me só pensar como seria se acontecesse comigo! Contudo o caso de Nova Orleães, ou num grande terramoto, a "qualidade" fica diferente porque para além da própria casa, é todo o bairro, toda a cidade, todas as referências que se têm na vida. Para além do problema de desaparecer o próprio posto de trabalho. Se no primeiro caso são terríveis tragédias pessoais, aqui é uma tragédia colectiva. Fico sem palavras de horror e pena.

Publicado por: L.G. às setembro 6, 2005 11:39 PM

L.tenho andado a percorrer blogs de gente de lá. Curioso é que está 'toda' a gente extremamente activa. Nós de longe apercebemo-nos do que os espera no futuro próximo. Eles SÓ vivem o presente. Deve ser - como é costume dizer - um dia de cada vez.

Publicado por: Inês às setembro 7, 2005 12:18 AM

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