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setembro 26, 2005
Que cena!
À minha irmã , mulher forte e pouco dada a sentimentalismos inúteis, não passou despercebida a cena teatral. Dona Máxima, nossa mãe igualmente forte e poderosa, perguntava seca e provocadora: posso sair? e o porteiro Pode, claro!
- É que nunca me deixam sair! nem para ir a casa! nem para ir à missa! e eu sei de quem é a culpa. É desta, desta e da outra. Só porque caí...
Generoso o porteiro do Lar interrompeu a cassete. Levantou-se, agarrou-lhe na mão e disse A minha princesa pode tudo! Pôs um joelho no chão e como num teatro Máxima sentiu-se Princesa. Digna e desarmada sorriu. Esquecida já da turbulência anterior. A vida sorria de novo...
Não há palavras para traduzir o espanto, o respeito, a admiração, por um homem que apenas faz o seu trabalho.
Publicado por inesf às setembro 26, 2005 11:32 AM
Comentários
E é tão simples...
Publicado por: jgonçalves às setembro 27, 2005 12:48 AM
Que cena... maravilhosa!
E que bem a escreveste, minha amiga.
Ficamos a oscilar entre o sorriso doce, e um nó pequenino na garganta, que não vai facilmente para baixo...
Publicado por: ml às setembro 27, 2005 10:45 PM
Pois... mas há poucos homens bons - estão em extinção, como o lince da Malcata...
Publicado por: Vi às outubro 1, 2005 07:49 PM
