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setembro 01, 2005
Sumário: Apresentação
O dia era de regresso à escola para os do costume. Assinar a ficha de retorno apenas.
Só fui ao Executivo participar que as obras cedidas para a Exposição de Faro, Capital da Cultura, iam ser devolvidas no dia 2. E fiquei de conversa com o Roger.
Foi então que os novos começaram a chegar. Havia um que vinha do Porto. Quantas horas de viagem? perguntei. Cinco, respondeu. Brincando, comentei Vai ser fácil. Cinco para cá, cinco para lá. Sobram catorze. Não percebeu logo a ironia e acrescentou Bem, com as autoestradas e de noite sem movimento. O normal, sem muito trânsito, aí umas sete.
Não havia ninguém que lhe pudesse dizer o que quer que fosse sobre o horário, ou sobre o dia certo em que começará a trabalhar, ou sobre os materiais disponíveis para a disciplina que lecciona.
Imagino que regressou ao Porto em branco, quase. Arrumar os caixotes, explicava ao Roger, não ia trazer tudo, aliás não sabia o que ia trazer...
Desci a avenida pensando no contraste entre este ser humano e um outro que, tendo a família no Porto, recebe um subsídio de alojamento em Lisboa e concerteza um outro para as deslocações e os etceteras.
Todos os homens são iguais, mas alguns são menos iguais que outros...
Publicado por inesf às setembro 1, 2005 10:06 PM
Comentários
a vida é dura para muitos, muito dura e passa ao lado muita lamentação no silêncio...
Publicado por: hammer às setembro 2, 2005 09:57 PM
Pois!
Uns “dão” aulas.
Outros recebem.
Publicado por: jgonçalves às setembro 2, 2005 11:49 PM
Não me identifiquei no comentário anterior. Miguel Pinto
Publicado por: Miguel Pinto às setembro 3, 2005 12:04 AM
Retomo o comentário que deve ter ficado perdido pela blogosfera.
Não percebi jgonçalves :(
Publicado por: Miguel Pinto às setembro 3, 2005 12:06 AM
É incrível. Como não é possível criar um sistema de colocações mais eficientes? Porque não usar a tecnologia ("plano tecnológico"?) para usar a internet/webcams/etc e dar aulas a partir de cidades de residência dos professores e usar nas aulas monitores (dos milhares de universitários desempregados)? Porque não?
Publicado por: Rui Martins às setembro 3, 2005 10:44 AM
Miguel, eu interpretei o comentário de jgonçalves como reacção ao facto de o professor deslocado não receber qualquer ajuda financeira para fazer face às despesas de alojamento e deslocação. Terá que os pagar do salário, que fica curto para retribuir o seu trabalho. Podemos dizer no sentido real que dá aulas. O José Gonçalves tem um post que vale a pena ler:
http://bloquisto.weblog.com.pt/arquivo/2005/08/professores_a_m.html
Publicado por: Inês às setembro 3, 2005 09:55 PM
Rui, o sistema de vídeo-conferência será pouco viável no ensino básico e secundário, em que é essencial o contacto pessoal entre o professor, a turma e o aluno.
Mas tem que haver uma alternativa a esta errância dos professores.
Publicado por: Inês às setembro 3, 2005 10:08 PM
É por estas e por outras que o problema do ensino em Portugal é tão complicado. Não sendo do ofício, mas tendo familiares que o são, esta dança das colocações é talvez o que mais me choca de tudo. Não entendo como é que o sindicato não fez disso a maior bandeira de luta. Acredito, que independentemente de salários, ou horários, ou reformas, ou carreiras, se fosse posto na 1ª linha a questão das colocações todo o povo português entendia e estaria do lado dos professores!
Publicado por: L.G. às setembro 4, 2005 11:25 AM
GOSTARIA IMENSO DE FAZER AMIZADE COM POVOS DE
OUTROS CONTINENTES E QUE FALAM O MEU IDIOMA VENHO DE ANGOLA -AFRICA E VIVO EM LUANDA QUE TAL ????? ESTO À ESPERA DE UMA RESPOSTA ....
AMIZADE È TUDO O QUE EU MAIS QUERO E PROCURO
BEIJOS A TODOS E MUINTA SORTE NESTA VIDA QUE
JA E MUINTO CORTA
Publicado por: eduardo às maio 29, 2006 07:14 PM
