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outubro 31, 2005

Ainda não vi marcianos...

marciano
e o Planeta Vermelho está ali especado no céu. Marte visível da Terra devia ser um acontecimento, não só no mundo científico. Está ali tão invulgar, tão à mão.

NASA

Publicado por inesf às 07:21 PM | Comentários (5)

outubro 30, 2005

basta que um de nós se lembre deles assim...

'Há muitos anos atrás, tantos quantos separam os meus tempos de jovem estudante, dos dias de hoje, comentei em voz alta para um grupo de colegas que comigo caminhavam pelo corredor, “Mas pessoal docente, porquê?”; referia-me a uma placa colada à entrada do gabinete de professores do colégio e que dizia, “Pessoal Docente”. “Porque é pessoal muito doce”, disse um dos professores que, na altura do desabafo, se preparava para entrar no referido espaço. E sorriu, sem mais comentários; ao mesmo tempo que eu corei, também sem mais comentários. 'in Pessoal Docente

A partir do texto de opinião no Jornal Digital, valeu a pena conhecer o autor, António J. Branco.

Publicado por inesf às 04:28 PM | Comentários (6)

gosto do nome, prontos!

Crianças Aterrorizadas Contra Cavaco Silva

À deriva, cheguei lá de Suburbano

E porque é dia sim, registo Frases Célebres Embora Efémeras:

'...se não é político, a que título se candidata a um cargo político? Para brincar aos presidentes? Espera-se que não.'
in O nosso “político amador”

'O cavaquista é aquela pessoa que vai colocar a cruz no quadrado do candidato que terá mais hipóteses de concorrer para uma situação em que cada um melhor utilize as qualidades que tem para encher o respectivo bolso com mais umas notinhas de 20 euros. '
in Cavaconomics
'A educação foi talvez um dos rostos mais negros do cavaquismo. Em qualquer país europeu, a formação é um instrumento importante de promoção da competitividade e do emprego. Em Portugal, graças a Cavaco, tornou-se sinónimo de muito dinheiro, pouco controle, fraude, corrupção, fundos europeus mal parados, uma completa ficção de qualidade duvidosa. Ainda hoje pagamos caro por isto, e pagaremos no futuro.'
in A memória nem sempre pode ser curta
'Ou já se esqueceram que no tempo do Cavaquismo até para se ser coveiro era necessário cartão do PSD?'
in A ARMA SECRETA DO PSD CRITICA A EXCESSIVA PARTIDARIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Publicado por inesf às 01:16 PM | Comentários (5)

Coincidências...

Não me dou com o telemóvel. Então não é que começou a tocar, indiscreto, quando estava na igreja? Devia tê-lo em Modo Silêncio, mas esqueci-me. É que não vou regularmente a um templo.

Era o meu irmão Hipólito que atendi já na rua. Despachámos rápido, que vinha a chegar a mãe Máxima! Se eu não estivesse ali, a nossa irmã Lizandra não ia conseguir facilmente desenvencilhar-se do estacionamento de Máxima e do carro. Primeira coincidência.

Comportou-se com lucidez invulgar. Tão invulgar, que cheguei a temer um regresso ao passado em que a voz poderosa cantava mais alto que todas as vozes. Mas não. Máxima cantava baixinho, como baixinho correspondia às deixas do sacerdote. (Muita prática... a primeira coisa que faço de manhã é ler um livrinho... não sei quem foi que me mandou... mas é muito bom... Aqui não me deixam sair ... ). Não deu nas vistas, e foi a segunda coincidência. Depois houve a terceira e a quarta... e porque tudo correu tão simples, como se Máxima tivesse os links todos a funcionar, eu pensei talvez que um anjo da guarda...


Publicado por inesf às 11:47 AM | Comentários (2)

outubro 29, 2005

ranking da transparência

O ranking dos países menos e mais corruptos, de acordo com a TI (Transparência Internacional), arrumados numa escala descendente em que a transparência máxima vale 10:

TI 2005 Corruption Perceptions Index

1 Islândia 9.7
2 Finlândia 9.6
3 Nova Zelândia 9.6
4 Dinamarca 9.5
5 Singapura 9.4
6 Suécia 9.2
7 Suíça 9.1
8 Noruega 8.9
9 Austrália 8.8
10 Áustria 8.7
11 Holanda 8.6
12 Reino Unido 8.6
13 Luxemburgo 8.5
14 Canadá 8.4
15 Hong Kong 8.3
16 Alemanha 8.2
17 EUA 7.6
18 França 7.5
19 Bélgica 7.4
20 Irlanda 7.4
21 Chile 7.3
22 Japão 7.3
23 Espanha 7.0
24 Barbados 6.9
25 Malta 6.6
26 Portugal 6.5
...
...
A Transparência Internacional é uma organização não governamental fundada na Alemanha que tem como missão criar mudanças de comportamento que levem a um mundo livre de corrupção.
in Wikipedia

Publicado por inesf às 10:28 PM | Comentários (0)

Reformas milionárias em democracia!

A liberdade ainda existe nos blogs, talvez o seu último reduto. É assim que a informação circula, simples, com números, com factos, com nomes. Acabo de comentar um post e de usar a exagerada palavra cleptocracia, para designar o periodo que vivemos. A minha reforma não tem nada de semelhante com a de Vasco Franco , trabalhei desde 1967, descontos feitos na fonte, a partir de Novembro fico aposentada, diz o Diário da República. Vou receber aquilo a que tenho direito em função dos descontos efectuados e dos anos de trabalho. Simples. Estou contente.

Ao regime generalizado de previlégios auto-concedidos, que contrariam as obrigações e direitos democráticos, chama-se cleptocracia, e não há que usar de paninhos quentes. Procuro a definição da palavra:

Cleptocracia

Esta palavra de origem grega significa literalmente “Estado governado por ladrões”. A cleptocracia ocorre quando uma nação deixa de ser governada por um Estado de Direito imparcail e passa a ser governada pelo poder dsicricionário de pessoas que tomaram o poder político nos diversos poderes e que conseguem transfomar esse poder político em valor econômico, através de diversas modos.

O Estado passa a funcionar como uma máquina de extração de renda ilegal da sociedade, isto é, população como um todo, em contraposição à máquina de extração de renda legal, o sistema de cobrança de impostos, taxas e tributos dos Estados que vivem em um regime não-cleptocrático.

Todos os Estados tendem a se tornar “cleptocracia” se não ocorrer um combate real pelos cidadãos, em sociedade. Em economia, a capacidade de os cidadãos combaterem a instauração do Esatdo cleptocrático é fortemente correlacionada com o capital social da sociedade.

A fase “cleptocrática” do Estado ocorre quando a maior parte de sistema público governamental é capturada por pessoas que praticam corrupção política.

Retirado de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Cleptocracia"

Publicado por inesf às 04:24 PM | Comentários (5)

Alguém pode ajudar, enquanto procuro

Encontrei esta situação insólita (talvez não tão insólita) que, pela urgência transformo em post. Vou procurar programas, materiais, o que puder... Entretanto alguém pode ajudar mais depressa, concerteza:

Vim aqui ter quando estava à procura de blogs sobre educação. O que tenho a dizer não tem nada a ver com este post. É simplesmente um pedido de ajuda a quem está mais ligado ao Ensino Secundário. Conheço uma menina recém-licenciada em em Línguas e Literaturas Modernas- variante de Português/Francês, que foi ontem colocada, mas vai ter de leccionar "Comunicação e Difusão" ao 12º ano. Está em pânico porque não há livro, nunca estudou isto, não sabe resolver os exames que os alunos terão de resolver... Alguém pode ajudar? Ou alguém conhece alguém que conheça alguma bibliografia sobre o assunto?
Agradeço que todas as contribuições me sejam enviadas para: homoclinica@yahoo.com
Obrigada:)

Publicado por inesf às 03:04 PM | Comentários (2)

outubro 28, 2005

Dans un grand champ

Quand il est mort, le poète,
Quand il est mort, le poète,
Tous ses amis,
Tous ses amis,
Tous ses amis pleuraient.

Quand il est mort le poète,
Quand il est mort le poète,
Le monde entier,
Le monde entier,
Le monde entier pleurait.

On enterra son étoile,
On enterra son étoile,
Dans un grand champ,
Dans un grand champ,
Dans un grand champ de blé.

Et c'est pour ça que l'on trouve,
Et c'est pour ça que l'on trouve,
bleuets

Dans ce grand champ,
Dans ce grand champ,
Dans ce grand champ, des bleuets.

Gilbert Bécaud

Publicado por inesf às 12:41 AM | Comentários (4)

outubro 22, 2005

Iniciativa a dois

iniciativa
Quando saltitávamos de um programa para outro, tentando fugir ao enjoo das notícias do dia, caímos n' a Dois, num programa chamado Iniciativa.

Como para "Alice no outro lado do espelho", aqui a perspectiva da realidade à nossa volta é diferente da habitual. Caí numa fábrica de embalagens, lá para os lados de Cascais. Fui transportada a um sítio onde se dobra em português filmes para crianças. Descobri que Aerosoles é uma marca portuguesa, coisa que vou ter em conta ao comprar sapatos.

Não preciso de um presidente da república que me anime, repugnam-me programas encenados para parolo ver. O que me anima é receber informação credível e respeitável, com expressões atraentes como no Iniciativa de hoje - a dimensão ética nas empresas, o recente Primeiro Fórum Português de Responsabilidade Social, as empresas socialmente respeitáveis.

Iniciativa é um programa conduzido por Isabel Angelino e coordenado pelo jornalista Amílcar Malhó.

Todos os sábados, ao fim da manhã na 2:, este espaço dedica-se à exposição e debate de temas como o Emprego, a Formação e o Desenvolvimento.


Publicado por inesf às 03:13 PM | Comentários (7)

Algarve menos

« Os cidadãos do Algarve encontram-se entre os que menos utilizam e possuem TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) num recente estudo do BIC Algarve-Huelva que envolveu sete regiões europeias. »

in Jornal do Algarve

Publicado por inesf às 02:11 AM | Comentários (1)

outubro 19, 2005

cenas da vida real

Acrescentam os meus leitores-professores dois testemunhos da realidade nas suas escolas:

1- :( na escola onde trabalho tiveram em consideração as horas que lá devemos passar: duplicaram o número de computadores - agora são 2 (dois!) para 70 (setenta!!) professores. Muito rápidos, levaram 10 minutos para abrirem uma apresentação de Powerpoint com 1MB :(
...só falta voltarmos a levar o nosso próprio giz e o papel para podermos fazer testes...

A. , a senhora minha mãe diria a propósito, que: «isso é ter que dar a puta e a cama»


2- ...em Estarreja...e secundária,duas salas para arrumar os profs em disponibilidade para substituição: uma aceitável mas é simultaneamente sala de estudo; a outra um pre-fabricado, da famílias dos contentores...minimanente equipado com nenhum computador e à espera do frio...é isto o choque tecnológico...sinto-me um banana...

M. , banana será quem espera que se façam omeletas sem ovos.

Publicado por inesf às 03:04 PM | Comentários (8)

outubro 18, 2005

remédio

Aqui fica mais um gole do óleo-de-fígado-de-bacalhau que é preciso engolir, sob pena de continuarmos um país raquítico:

'Independentemente de filiações ou de ideias políticas, não temos qualquer dúvida de que nos encontramos actualmente perante o quadro político mais à direita desde, pelo menos, o 25 de Abril de 1974.

As medidas do actual Governo, com as quais pactuamos por complacência da classe, não só não vão melhorar a qualidade de ensino e a vida nas escolas, como também não vão transformar em professores dedicados e cumpridores aqueles que nunca o foram, não são, nem serão.

Pelo contrário, estas medidas vão criar desmotivação e desalento à maioria daqueles que toda a vida se dedicaram ao ensino e aos alunos, com abnegação e dedicação, dedicando lhes horas que nunca contabilizaram, muito para além de qualquer horário.'

in educare.pt

Publicado por inesf às 02:27 PM | Comentários (1)

entre o 'luxo' e o 'lixo'

'Aos atentados do actual Governo, respondemos com as "flores" que vamos fazer nas horas que vamos ser obrigados a marcar nos nossos horários.

Nunca rejeitámos, nem rejeitamos, a hipótese de passar 35 horas semanais na escola. Pelo contrário, defendemos mesmo que a totalidade do horário dos professores, qualquer que fosse a sua duração, deveria ser vivida na escola.

Só que, infelizmente, não estamos na Suécia, na Alemanha ou na Finlândia, ou noutro qualquer país onde as escolas têm gabinetes de trabalho condignos, com material de trabalho condigno, com condições de trabalho condignas. Esquecem estes senhores que, em Portugal, ainda existem escolas que funcionam em contentores.' in educare.pt

E quantas escolas - das que não são contentores - têm salas de aula diferentes das de há cinquenta anos, com o seu quadro e giz como único material de apoio? Quantas salas têm uma turma fixa, onde cada aluno tem o seu espaço fixo e não itinerante?

Publicado por inesf às 10:14 AM | Comentários (1)

por que se vestem de luto os professores

Porque, desde o Ministério da Educação à comunicação social, são votados ao maior desprezo de que há memória. Porque lhes exigem o impossível

'Perante tantos atropelos dos sucessivos governos, actualmente levados ao extremo da intolerância, respondemos apenas com perplexidade e indignação.

Passássemos nós a exigir nas escolas as esferográficas e demais material necessário ao dia-a-dia. Passássemos nós a exigir a aquisição pelas escolas dos materiais indicados pelo próprio Ministério para o processo de ensino/aprendizagem das diversas disciplinas; apenas a título de exemplo, o novo programa da disciplina de Biologia do 12.º ano aponta para a existência, nas salas de aula, de um computador por cada dois alunos, todos com ligação à Internet!... Passássemos nós a cumprir os programas num processo de ensino de efectiva qualidade, que os alunos merecem, sem os atropelos e as pressões impostas pela natureza e pela extensão dos próprios programas.'
Uma carta aberta aos professores portugueses. Por Maria Emília Rodrigues e José Carlos Callixto

A referência, encontrei-a aqui, na sol.

'A carta, escrita por Maria Emília Rodrigues e José Carlos Callixto, e enviada no dia 22 de Setembro à imprensa - Diário de Notícias, Expresso e Público - não mereceu publicação ou referência em qualquer destes jornais. Foi divulgada, no dia 12 de Outubro, em educare.pt.

Transcrevo-a porque concordo em absoluto com o exposto. E porque entre tanto ruído, populismo, má-fé e demagogia, a que se somam o desespero surdo e a descrença que vão minando as escolas, admiro a forma digna, desassombrada (e não carecida de esperança), de dizer a evidência. '

A todos os professores, vítimas da indignificação da nossa classe, a minha solidariedade.

Publicado por inesf às 02:06 AM | Comentários (1)

outubro 17, 2005

'a escola sitiada'

Através do olhar do Miguel encontro o espanto, que partilho, pela indiferença com que se riscam as linhas da educação; o ofertório do pouco-que-é-tudo do professor à miserabilidade de uma escola despojada:

'Por acaso - e porque gastei algum dinheiro do meu bolso - tenho em casa mais espaço, melhor computador e melhores condições de trabalho do que na escola, ... Se a senhora ministra quiser, eu posso levar o meu computador para a escola e trabalho no bar ou no pátio. Que tal?'

Publicado por inesf às 05:48 PM | Comentários (2)

outubro 16, 2005

tá tudo doido?

- Safaste-te de boa!
- Eu!? Porquê?
- Já não tens que fazer substituições. Olha, a Lúcia, só esta semana, conheceu duas escolas primárias .

Acrescento: A minha alma ficou parva. Como é que alguém decide que professores do 5º ao 9º ano sejam obrigados a fazer horas de substituição nas escolas primárias? Quem ganha o quê? As crianças ficam com um professor ou com uma ama? Os professores são pau-para-toda-a-obra? Se faltar a cozinheira, o porteiro, o atendedor de chamadas, o electricista, o secretário, chama-se um professor de serviço?

Felizmente saí antes de viver a minha profissão abusada moralmente. Hoje, estou como o tempo, só me apetece chorar

Publicado por inesf às 11:05 PM | Comentários (2)

outubro 14, 2005

diz quem sabe

A frase do dia, de Jack Welch, leva-me a querer saber quem é o autor. Interessante. Tem outras frases que gosto de ler, para entender como pensam os gestores deste mundo global. E algumas metem medo!

I've learned that mistakes can often be as good a teacher as success.

(Aprendi, que muitas vezes podemos aprender com os erros, tanto como com o sucesso.)

Publicado por inesf às 10:34 AM | Comentários (3)

EURO-ENGLISH

The European Commission has just announced an agreement whereby English will be the official language of the European Union rather than German, which was the other possibility.


As part of the negotiations, the British Government conceded that English spelling had some room for improvement and has accepted a 5- year phase-in plan that would become known as "Euro-English".


allô allô
In the first year, "s" will replace the soft "c". Sertainly, this will make the sivil servants jump with joy.

The hard "c" will be dropped in favour of "k". This should klear up konfusion, and keyboards kan have one less letter.

There will be growing publik enthusiasm in the sekond year when the troublesome "ph" will be replaced with "f". This will make words like fotograf 20% shorter.

In the 3rd year, publik akseptanse of the new spelling kan be expekted to reach the stage where more komplikated changes are possible.

Governments will enkourage the removal of double letters which have always ben a deterent to akurate speling.

Also, al wil agre that the horibl mes of the silent "e" in the languag is disgrasful and it should go away.

By the 4th yer people wil be reseptiv to steps such as replasing "th" with "z" and "w" with "v".

During ze fifz yer, ze unesesary "o" kan be dropd from vords kontaining "ou" and after ziz fifz yer, ve vil hav a reil sensibl riten styl.

Zer vil be no mor trubl or difikultis and evrivun vil find it ezi tu understand ech oza. Ze drem of a united urop vil finali kum tru.

Und efter ze fifz yer, ve vil al be speking German like zey vunted in ze forst plas.

If zis mad you smil, pleas pas on to oza pepl..


Recebi a mensagem, Vi. Recorda-me o "Allô Allô", a mistura perfeita do Inglês-Francês-Alemão que vai ser a língua da desunião europeia.

Publicado por inesf às 09:54 AM | Comentários (0)

outubro 13, 2005

on your birthday

Ao meu Príncipe um xi-coração do tamanho do mundo Para ser grande, sê inteiro

Para ser grande, sê inteiro: nada

Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda

Brilha, porque alta vive


(Fernando Pessoa) Ricardo Reis

Publicado por inesf às 11:12 AM | Comentários (2)

outubro 12, 2005

trabalho projecto

Ler é bom

Eu aprendi que nao se deve copiar e colar e depois entregar para o professor. Tem que sempre se colocar a fonte e ler porque se nao lermos nós nao saberemos de nada.

César e Lucas


O Projecto

Publicado por inesf às 11:47 PM | Comentários (1)

bomblog

Ferramentas de Comunicação em escolas públicas

Utilizar e principalmente ter acesso à Internet em escolas públicas o desejo de muitos professores e alunos.

Infelizmente, alguns projetos educacionais resumem a utilização da Internet como sendo uma fonte para pesquisas científicas. Observamos que existem muitas possibilidades no uso das ferramentas de comunicação disponíveis na Internet, que podem levar a comunidade escolar um enriquecimento muito grande na construção do saber.

Abrir as janelas do mundo para os educadores e educandos, criando possibilidades de comunicação com pessoas de diferentes locais geográficos, onde alunos podem ampliar sua visão de mundo, posicionando-se sobre diferentes assuntos e sabendo trabalhar com as críticas transformando-as em benefícos traz, com certeza, vantagens para prática pedagógica.

É no Brasil que descubro mais novidades, como o Salto para o Futuro dos professores.

Publicado por inesf às 10:49 PM | Comentários (1)

...

Descartes aqui ao lado hoje

Não basta ter boa cabeça, o principal é usá-la bem.

( It is not enough to have a good mind; the main thing is to use it well)

Publicado por inesf às 10:00 AM | Comentários (2)

outubro 11, 2005

o horror da violência juvenil

No Reino Unido foi condenado a prisão perpétua um rapaz de 16 anos. Uma história de assédio que dá que pensar.

Aviso: não continue a ler, se é impressionável

Com um amigo de 14 anos, o rapaz assediou um outro rapaz de 13 anos exigindo-lhe a entrega de 20 Libras e uma cópia de um jogo ultra-violento, Grand Theft Auto. Durante três dias o menor de 14 anos tentou intimidar o jovem, circulando de bicicleta à volta da casa. Avisou-o de que, se ele se recusasse a entregar o dinheiro e o jogo, matava-lhe o pai.

O jovem contou aos pais. Dias depois os dois carrascos lá estavam de novo, em frente da casa. O pai tentou telefonar à polícia mas acabou por sair e enfrentar os rapazes - o de 16 anos espetou-lhe logo uma faca no coração.

Ao condená-lo a prisão perpétua, o juíz declarou:

"Quando o pai foi posto em linha de espera pela polícia, isso frustou-o de tal maneira que foi ralhar contigo. Essa decisão custou-lhe a vida. É uma tragédia que nos dias de hoje um homem não possa sair de casa para ralhar com um malandro sem que isso lhe custe a vida.
Este foi um ataque gratuito e não provocado a um homem que tentava impedir que o filho fosse assediado. Tu decidiste esfaqueá-lo - foi uma reacção espontânea de violência gratuita.
A imagem da patologia onde se vê a faca entrar no coração através das vértebras foi uma experiência arrepiante para mim e para o júri.
Essa imagem devia ser exposta nas paredes de todas as escolas de Londres a mostrar os efeitos terríveis que pode ter o facto de se andar com uma faca, como a família da vítima fica a conhecer desgraçadamente."
O juíz ordenou que o nome do rapaz deixe de estar protegido e disse que a sua libertação não poderá ser considerada pelo menos dentro dos próximos dez anos.

UK News

Publicado por inesf às 02:53 PM | Comentários (0)

esperança

... com o bom senso e a acção decidida e corajosa do ministério, é possível recuperar a moralidade e a esperança...

Uma situação modelo de muitas outras. Se o governo não mostrar coragem de ir até ao fim, é ... o fim.

Publicado por inesf às 10:59 AM | Comentários (0)

dúvida existencial

No rescaldo das autárquicas, todos falam dos independentes eleitos à revelia do bom senso nacional. Porque se calam as vozes a propósito da Madeira? Porque somos obrigados a aceitar como normal o imperador das ilhas?

Publicado por inesf às 12:04 AM | Comentários (3)

outubro 10, 2005

assédio na escola

Os pais do Dan ficaram surpreendidos com o telefonema do professor, a perguntar por que razão Dan estava a faltar às aulas sem justificar as faltas. Durante o dia os pais não estão em casa e nem sequer sabiam que ele não estava a ir à escola. Mas mais surpreeendidos ficaram quando o Dan lhes disse que fugia à escola porque um carrasco o andava a importunar.

Dizem os especialistas que cerca de 160,000 alunos faltam às aulas todos os dias por causa do assédio dos carrascos. Muitos destes alunos sofrem de alterações de humor, de ansiedade, de perda de apetite ou de doença súbita.

Versão portuguesa daqui. E os seus jovens, alunos, familiares ou conhecidos? já reparou bem neles? Vai tudo bem?

Publicado por inesf às 11:24 AM | Comentários (9)

praxes

Um assunto que me interessa...

A cidade assiste impávida e serena aos cortejos académicos. A maioria dos transeúntes não mostra um sorriso, alguns abanam a cabeça , como quem acha desgostoso o espectáculo, quando não degradante. Rebanhos de jovens percorrem as ruas da cidade, vestidos a rigor em sacos de lixo. Eles próprios parecem saídos de uma esterqueira, às vezes o cheiro pestilento de escrementos deixa um rasto de desolação.

Há cânticos com sabor a gritos de guerra característicos dos estádios de futebol, hinos únicos que já servem para unir as massas em todas as ocasiões.

Os mais velhos, os doutores, iniciam os caloiros através destas enormidades colectivas. A maioria não acha graça, mas submete-se às leis da academia.

Da Universidade as praxes passaram para o secundário. Um horror! Nunca vou esquecer aquela cena de há três anos: um jovem amarrado ao portão da escola. Os rufias riam, dezenas de jovens entre os 14 e os 17 anos contemplavam a obra de arte. Professores e outros adultos passavam depressa, evitando olhar aquele Cristo Crucificado. Ritual de socialização chamam-lhe, uma necessidade de integração. Mais vale não se meter!

Nesse dia fui encostar-me ao portão, imaginei-me amarrada e, de braços abertos como estava aquele jovem, ali fiquei olhando os carrascos e os espectadores. A cena prolongou-se alguns minutos e os risinhos da turba foram dando lugar ao silêncio. Carrascos sorridentes vieram simpáticos mandar-me embora. Recusei!

Eventualmente o espectáculo ficou desinteressante e incomodou quem passava! Cobardolas os rufias vieram desamarrar o jovem. Sem palavras agarrei o casaco e a pasta dos livros que deixara no chão e segui!

Odeio praxes! Odeio tiranias!

A tua Escola não quer que abusem de ti!

Publicado por inesf às 10:39 AM | Comentários (4)

outubro 09, 2005

Parabéns!

(origem: www.letterjames.com)

Publicado por inesf às 04:25 PM | Comentários (2)

outubro 07, 2005

a dar as últimas!

As caixas do correio ficaram atafulhadas nas últimas horas com esta publicidade camarária.

Por Faro, consolidar a mudança
O projecto
Presente e do Futuro

32 páginas, belíssimo papel, péssimo texto. Erros de palmatória, como já é hábito. Tipo: levou-se à prática o que propusera-mos em 2001.
Tristeza é ver que o dinheiro que tanta falta fez à cidade, se gastou em toneladas de publicidade tonta.

Se ganhar como pretende, por favor arranje um revisor pelo menos! E até um gestor de imagem para as publicações camarárias. Os Farenses merecem.

Adenda: Poupe-nos, tinha dito que eram só 800!

Faro, um concelho verde. Foram adquiridas e estão a ser instaladas em todo o Concelho 850 floreiras, como elemento arbóreo, de decoração e reforço de identidade. Nas Freguesias, estão instalados, conforme solicitação das respectivas Juntas

Nota: só o sublinhado é meu.

Publicado por inesf às 02:55 PM | Comentários (4)

outubro 06, 2005

o campo dentro da cidade

Ainda há lugares que a cidade não comeu, onde as pessoas encontram a simplicidade de um viver antigo. Quadro vivo de que faz parte a casa, a mobília, os retratos congelados no tempo, os albuns cheios de fotos que ajudam a refazer o puzzle das memórias... E os objectos, os copinhos numerados (calhou-me o 5, esqueci a mensagem simpática), a torteira das forças armadas.

Obrigada, Susana! A bela, belíssima mulher, guardadora de passados e criadora de presentes.

Publicado por inesf às 10:18 AM | Comentários (2)

outubro 05, 2005

professor, isto é para quê?

É frequente encontrar alunos que não entendem questões. Eles sabem a matéria de fio a pavio mas mostram dificuldade em dialogar com ela.

Encontro no Independent hoje um artigo Tests blamed for decline of reading for pleasure [Os testes são culpados pelo declínio da leitura pela leitura] onde leio que as crianças passam menos tempo a ler por prazer porque a insistente concentração nos testes e nos objectivos acabou por expulsar das escolas o prazer de ler e contar histórias.

Muitos professores já não lêem poemas nem histórias às turmas por se sentirem culpados de estar a desperdiçar o precioso tempo de ensino, avisou o relatório resultante de um estudo ao longo dos últimos cinco anos. Em vez disso vêem os textos como uma espécie de manual para ensinar os adjectivos, as metáforas e para contrastar as frases curtas e longas.

São estudos do Reino Unido, mas por cá a situação é semelhante. A preocupação de ensinar matéria e não perder tempo com a leitura gera algum analfabetismo que vai acompanhar os alunos pela vida fora.


Publicado por inesf às 10:30 PM | Comentários (2)

outubro 04, 2005

A resposta do leitor

Não é o comentário mais sereno, mas é de alguém que sabe o que se passa na zona do Largo 25 de Abril. Agradeço o esclarecimento, que aqui fica no essencial:

"Estamos a realizar sondagens de diagnóstico, devido às obras de requalificação que a câmara se prepara para fazer. Durante a construção daquele prédio foram encontrados vários enterramentos que se pensa que remontem ao período romano. As sondagens têm como objectivo certificar que as obras levadas a cabo pela câmara não afectarão a necrópole".

Quanto ao aspecto dos trabalhos é o habitual numa câmara que não disponibiliza os meios necessários para o bom funcionamento dos mesmos. Como sempre, fazer o máximo possível, disponibilizando o mínimo possível, em pouquíssimas semanas dá azo a situações semelhantes a esta...


Publicado por inesf às 04:59 PM | Comentários (2)

outubro 03, 2005

Viva a ciência!

Nothing in life is to be feared. It is only to be understood.

Marie Curie

Publicado por inesf às 10:05 AM | Comentários (4)

o polvo

Transparência Internacional

Por acaso vi o anúncio na CNN e com muita curiosidade fui ver o site da coligação contra a corrupção, a única organização não governamental dedicada ao combate à corrupção, que pretende reunir a sociedade civil, as empresas e os governos.

Porque a corrupção é uma lepra altamente contagiosa e só com muita informação e muita força de vontade podemos controlá-la. Não podemos aceitar como fatalidade esta espécie de polvo que nos tolhe a esperança.

Publicado por inesf às 12:49 AM | Comentários (0)

outubro 02, 2005

tolerância = zero!

É tempo de usar a cooperação internacional para dar forma a uma política de tolerância zero à corrupção política e pôr fim a práticas em que os políticos se põem acima da lei - roubando os cidadãos e escondendo-se por detrás da imunidade parlamentar.

Aos partidos e aos políticos que eles escolhem para as eleições são confiados grande poder e grandes esperanças pelo povo que vota neles.

Os líderes políticos não podem abusar dessa confiança, pondo-se ao serviço de interesses corruptos ou egoístas quando ficam com o poder.
Akere Muna.

Publicado por inesf às 07:34 PM | Comentários (2)

outubro 01, 2005

por uma questão de respeito

Dava a última aula da tarde quando o contínuo entrou na sala de aula:

A senhora tem que ir para o Tribunal ! Passe pelo Directivo!
- Faltam dez minutos, tenho que terminar a aula.
- A ordem é para ir já.

Irritada e humilhada pelo imperativo obedeci. O Directivo explicou que o tribunal tinha requisitado um professor de alemão para servir de intérprete num julgamento. O polícia levou-me ao pequeno gabinete onde já estavam o juíz e o réu, além de outras figuras que ninguém me apresentou. O réu era um holandês, um homenzinho com um cão rafeiro, de quem se fizera amigo inseparável, e que ali ficou e ali o alimentaram.

Ao juíz eu disse que era professora, não era intérprete. A resposta foi seca: Não tem importância. Não conseguimos mais ninguém, entre os professores do costume. Vai ser rápido. É só ouvir o arguido.

Começou a audição interrompida várias vezes, para ir alguém averiguar a propósito de pormenores. Numa das interrupções, lembro-me que era um contacto com a Interpol que demorava e demorava, eu olhava o relógio, e eram cinco e meia quando pedi para sair e ir buscar a miúda de sete anos ao colégio. Logo num dia em que o pai estava em Lisboa em serviço! Não fui autorizada a sair, e só me permitiram um telefonema à minha irmã (que morava bem longe) para me substituir. Por sorte ela estava em casa, pude explicar-lhe que estava de serviço no Tribunal e demorava um bocadinho.

Obrigaram-me a ficar presa até ao fim. Passava das onze da noite quando me libertaram. Já na rua, o juíz olhou-me pela primeira vez como um ser humano.

- A minha mulher também é licenciada em germânicas! ... e explicou que estas coisas são uma chatice, mas fique descansada que o serviço vai ser pago; não sei é quanto tempo demora. Já sabe que o Estado paga, tarde, mas paga!

Nunca me pagou, nem sequer tarde. O juíz deve ter-se esquecido completamente da pessoa que permitira que ele fizesse o seu trabalho, enquanto a minha família se alvoroçava justificadamente: tinham ido à procura de informação ao tribunal, o que é que se passava comigo. Tiveram como resposta o silêncio do segredo de justiça! Horas de desespero, de que nunca conseguimos voltar a falar, já lá vão tantos anos.

Daí em diante recusei sempre acatar as ordens imperativas de ir ao Tribunal quando voltavam as requisições civis. Por uma questão de respeito: o professor não pode sentir que o tratam com a um trapo. E ainda hoje tenho alguma alergia a juízes.

O perigo da actual situação dos professores e do tempo de presença contabilizado na escola pode levar à destruição da qualidade de ensino, por força da atribuição de tarefas não pedagógicas, nem didácticas, consumidoras do seu precioso tempo.

Acredito que não é essa a intenção do Ministério da Educação, mas tem que se preocupar em garantir a confiança dos professores. Os professores não são mão de obra indiferenciada. Eles têm o direito de decidir dizer sim ou não às tarefas que lhes atribuem. Não pode haver silêncios a alimentar a revolta. Muito menos segredos!

Publicado por inesf às 04:46 PM | Comentários (4)