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outubro 29, 2005
Reformas milionárias em democracia!
A liberdade ainda existe nos blogs, talvez o seu último reduto. É assim que a informação circula, simples, com números, com factos, com nomes. Acabo de comentar um post e de usar a exagerada palavra cleptocracia, para designar o periodo que vivemos. A minha reforma não tem nada de semelhante com a de Vasco Franco , trabalhei desde 1967, descontos feitos na fonte, a partir de Novembro fico aposentada, diz o Diário da República. Vou receber aquilo a que tenho direito em função dos descontos efectuados e dos anos de trabalho. Simples. Estou contente.
Ao regime generalizado de previlégios auto-concedidos, que contrariam as obrigações e direitos democráticos, chama-se cleptocracia, e não há que usar de paninhos quentes. Procuro a definição da palavra:
CleptocraciaEsta palavra de origem grega significa literalmente “Estado governado por ladrões”. A cleptocracia ocorre quando uma nação deixa de ser governada por um Estado de Direito imparcail e passa a ser governada pelo poder dsicricionário de pessoas que tomaram o poder político nos diversos poderes e que conseguem transfomar esse poder político em valor econômico, através de diversas modos.
O Estado passa a funcionar como uma máquina de extração de renda ilegal da sociedade, isto é, população como um todo, em contraposição à máquina de extração de renda legal, o sistema de cobrança de impostos, taxas e tributos dos Estados que vivem em um regime não-cleptocrático.
Todos os Estados tendem a se tornar “cleptocracia” se não ocorrer um combate real pelos cidadãos, em sociedade. Em economia, a capacidade de os cidadãos combaterem a instauração do Esatdo cleptocrático é fortemente correlacionada com o capital social da sociedade.
A fase “cleptocrática” do Estado ocorre quando a maior parte de sistema público governamental é capturada por pessoas que praticam corrupção política.
Retirado de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Cleptocracia"
Publicado por inesf às outubro 29, 2005 04:24 PM
Comentários
Não conhecia esse conceito, mas dou-lhe os meus parabéns pela divulgação.
E como é triste ver como ele corresponde à realidade!!
Publicado por: adkalendas às outubro 29, 2005 05:40 PM
Pois acho que é isso mesmo... a democracia "virou" cleptocracia, e quem se lixa é o mexilhão do costume...
Publicado por: Vi às outubro 29, 2005 06:29 PM
Este é um excerto do que publiquei hoje no meu blog, o conceito de “clepto” ajusta-se perfeitamente à situação actual.
(O exemplo da redução da despesa pública tem de partir dos políticos eleitos, não há equiparações possíveis, temos sido sempre um País pobre, hoje não passamos de um pobre País, mas continuamos com o mesmo carácter de políticos.)
Publicado por: jgonçalves às outubro 29, 2005 10:14 PM
Triste triste é ver, como diz a Vi, que os políticos pouco mudaram em Portugal, desde o liberalismo.
E quando eu digo pouco, já estou a dizer muito...
Na verdade, basta ler as Farpas, de Ramalho Ortigão e Eça de QUeirós, para constatar isto mesmo.
Vi há pouco citações das Farpas que se aplicam bem à realidade actual, e queria colocar aqui o link, mas não me lembro onde vi isso. Se me lembrar ou voltar a encontrar, volto.
Publicado por: adkalendas às outubro 30, 2005 11:07 AM
Ai, Inês, Inês, e esse problema das reformas é tão complicado! Aqui há uns anos jogava-se nas reformas antecipadas e queriam pôr as pessoas a andar, depressa. Se não eram jovens já não prestavam. Sei de muita gente que se reformou a bem ou a "menos bem" porque sim. Depois voltou-se tudo do avesso, agora é esticar até o mais tarde possível. Já se fala em 40 anos de descontos e 70 de idade. E a tristeza de ver os privados contra os públicos a discutir por umas dezenas de euros quando os chefes, quer de um sítio quer de outro, falam numa outra língua completamente diferente da nossa, falam em ordenados várias vezes os nossos.
Publicado por: ML às outubro 30, 2005 08:04 PM
