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novembro 02, 2005

Foram-se os anéis

Foram-se os anéis, será que ainda temos os dedos?...

Copio do Rui parte de um post precioso. Porque pensar é preciso:

«Da "paixão pela Educação" gutérrica, nada ficou e a desmotivação no quadro docente é regra por quase todo o lado... A impreparação que os alunos trazem do secundário é absoluta, não sendo raros os casos de imbecilidade patológica agravados pela frequência fanática da vida nocturna e de reuniões "académicas" e praxantes.

Enquanto países como a Finlândia e a Irlanda apostaram forte e com persistência durante 20 anos na Educação, Portugal após alguns tímidos investimentos na década de 90, retrocedeu, abandonando o sector à iniciativa privada e desinvestindo na qualidade dos quadros académicos e tolerando na sangria dos melhores para universidades estrangeiras.»

Veja-se o contraste! Lembro-me de Portugal ter tido um papel fundamental no início do processo de modernização com a cimeira de Lisboa. Aconteceu que enquanto outros países (a Irlanda, exactamente) continuaram e passaram dos planos à prática, Portugal deixou que fossem assassinados projectos promissores. Acabou com o GEP, transformando objectivos essenciais. De nada valeu a experiência adquirida por dezenas de professores de todo o país, quando secou a torneira da inteligência.

Foi e continua uma seca prolongada, que destruiu plantações, mirrou pequenas hortas e levou à falência moral muitos professores. Culpado, sem dúvida, o economicismo cavaquista que ceifou radicalmente o que considerava veleidades despesistas. Ainda hoje a ignorância mata!

Publicado por inesf às novembro 2, 2005 11:05 AM

Comentários

Nunca houve verdadeira paixão pelo ensino e/ou pela educação.
Retirando os primeiros agitados anos do pós 25 de Abril, onde se partiu mal ou bem para a recuperação dos analfabetos, tudo o mais não passaram de fogaças para eleitor ver.

Publicado por: jgonçalves às novembro 2, 2005 10:20 PM

Obrigado pela citação, escrita com talvez demasiada paixão e menos respeito pela língua do que devia... É verdade que a "paixão" nunca passou dos discursos políticos, sempre enredados na obsessão do curto prazo das próximas eleições, especialmente porque os seus efeitos só se verificam a 10/20 anos e os nossos políticos (e eleitores?) não têm paciência para esperarem tanto tempo...

Publicado por: Rui Martins às novembro 3, 2005 11:30 PM

Desculpa lá a falta de assiduidade nas visitas habituais a esta casa mas, uma gripe de todo o tamanho tem estado a morar nestes 120 kilos bem pesados. De manhã até fui ao espelho ver se já me tinham nascido penas atrás das orelhas, eh,eh,eh! que isto com a gripe das aves nunca se sabe.
Uma boa semana para ti.
Aquele @bração do
Zecatelhado

Publicado por: zecatelhado às novembro 5, 2005 06:31 PM

o problema real passa pelas más escolhas, pela falta de um projecto inteligente e visionário; educar/instruir compreende algo que ultrapassa a satisfação banal da política...

Publicado por: hammer às novembro 6, 2005 05:46 PM

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