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novembro 21, 2005
eterna idade
Olha, gostava de ser mais nova! (risos)
Por iniciativa do Presidente Sampaio os nossos seniors vão aparecer nos telejornais, por uns dias. Uma visita ao futuro próximo ou distante de cada um de nós. Porque cada dia acrescenta um passo em direcção à nossa velhice, salvo algum soluço na linha da vida adivinhada na palma da nossa mão.
Alberto chegou aos 85 em bela forma física e mental. Farto do conforto da casa de 6 quartos, ar condicionado, quente no inverno e fresco no verão, Alberto escolheu ir para o lar de idosos. Partilha um quarto com outro senior, tem um roupeiro só para si. Aborrecia-me estar em casa sozinho. Ia pó meu filho, todos trabalham, ficava sòzinho à mesma. Família não lhe falta, cada filho tem em casa um quarto para o pai. Mas Alberto quer mais, quer a sua vida, a sua eterna idade. Não se sente velho, e o que procura em cada pessoa é o que ela tem de seu, memórias, histórias, experiências que conversam.
Quando saciar essa sede de viver, talvez regresse ao conforto silencioso da família, onde os desejos são adivinhados, onde o bem-estar é garantido.
Publicado por inesf às novembro 21, 2005 04:00 PM
Comentários
Não percebo, tinha a certeza de ter deixado aqui um comentário ontem, mas se calhar não esperei o suficiente para que entrasse...
Bom post, Inês. E mais optimista do que os que eu deixei lá no meu blog. Por acaso, vejo tantos casos complicados que deixo de ver a floresta olhando para as árvores.
Mas o certo é que também há muita gente que vive bem a sua velhice, com alegria e conforto. Sobretudo quando o casal se mantem junto ( e falo nos dois possíveis sentidos, o divórcio ou a morte ) creio que um dos aspectos mais graves, a solidão, se atenua.
De qualquer modo, muitíssimo há ainda para fazer.
Publicado por: ml às novembro 22, 2005 11:32 AM
O ser humano é por natureza comunitário.
O conforto do lar não ilude a solidão.
Há tanto por fazer, há tantos idosos entregues a si próprio, que este teu Alberto até parece o príncipe dos idosos.
Felizmente que vai havendo aqui e ali, ONG que procuram minimizar a solidão dos idosos, mas é muito pouco…
Publicado por: rupo às novembro 22, 2005 10:13 PM
É mesmo! No lar chamam-lhe 'o príncipe Alberto'!
:)))
Publicado por: Inês às novembro 22, 2005 11:37 PM
