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janeiro 27, 2006
Mas passou...
Não acredito que o Professor Cavaco ficasse aprovado no exame oral, se em vez de eleições se tivesse tratado de um exame. Ele foi quem decidiu em que moldes o exame teria de ser feito, à sua maneira. Senão, não. Às matérias das perguntas que lhe faziam os jornalistas não respondia. Despejava o que trazia na cabeça. Mas passou. Essa é que é essa! À tangente, mas passou. Talvez os avaliadores lhe tivessem dado o benefício da dúvida. O certo é que muitos portugueses acreditam que sabe mais do que mostrou.
O futuro mostrará se o povo, na sua infinita sabedoria, acertou no Aprovado!
Fui contra. Sou contra. Uma questão de deformação profissional.
Por tradição votei Soares. Ainda encarei a possibilidade de seguir o sonho de Alegre mas decidi-me assim que lhe ouvi a declaração de que dormiria descansado com Cavaco em Belém. E reforcei a decisão a cada ataque descabelado ao partido de que faz parte, como se a sua existência política não se devesse exclusivamente ao partido. Porque a vida é prosaica e os arroubos poéticos emprestam-lhe sentido, encontram-lhe beleza, mas não a resolvem. Isso, eu sei!
Publicado por inesf às janeiro 27, 2006 12:49 AM
