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março 29, 2006
paralelas
Conheci a leitaria na lista dos links do sopro. Avó dos Maria, personagens dos cinco do caixa de costura.
Naquela leitaria de Campo de Ourique fiquei a saber que a Teresa viveu a Crise Académica de 1962 como eu. Experimentámos o sabor da rebeldia. Foi mesmo assim aquele 24 de Março. Acho que empolgamento tamanho só voltei a sentir em Abril de 74. Com uma diferença, em 62 fomos actores da história em Março, Abril, Maio... Um marco na vida de milhares de estudantes. Inolvidável!
Na leitaria também lhe ouvi contar que foi professora e agora está a viver o início da reforma. Nem sempre fácil. Como quem aprende a gatinhar de novo.
Como se fossemos linhas paralelas...
Publicado por inesf às 11:06 PM | Comentários (4)
março 27, 2006
almanaque

A figueira a rebentar, os exames a aproximar!
( Renato )
Publicado por inesf às 12:14 AM | Comentários (1)
março 26, 2006
pormenor dn
-Vê lá tu a atenção com que fazem o Diário de Notícias!
- ?!...
- O preço. Ao domingo custa 1 Euro e 30. Olha aqui...
- 85 cêntimos...
- Segundo o código de barras pagas 1,30. Segundo o cabeçalho 0,85.
- bah...

- Já não haverá revisores ?!
Publicado por inesf às 03:17 PM | Comentários (0)
março 22, 2006
águas passadas
Leio no Telegraph
'As companhias das águas britânicas querem desesperadamente que poupemos cada gota. Por isso acabem-se os banhos diários quando basta passar rápido um toalhete. A roupa interior, dizem, não precisa ser lavada mais de uma vez por semana. Os jardineiros que não ousem orvalhar as plantas; os tradicionais lawns britânicos não passam de extravagância.
Culpam os consumidores de a Grã-Bretanha estar a ficar seca e árida. É mentira. Este país tem chuva em abundância. As companhias das águas é que desperdiçam os recursos; metade da água perde-se antes de chegar às torneiras.
As companhias fazem fortunas a levar preços exorbitantes por cada vez menos água. Quando deviam era investir a actualizar as canalizações vitorianas e a criar uma rede nacional. A Escócia e o País de Gales estão a transbordar de água. Não deve ser assim tão caro canalizar alguma dessa água para o sul, antes que toda a gente nesta terra verde e agradável comece a parecer e a cheirar desagradável.'
Nós por cá, idem aspas.
Publicado por inesf às 11:26 AM | Comentários (0)
março 21, 2006
poesia
Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.
Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar...
Publicado por inesf às 11:23 PM | Comentários (0)
março 20, 2006
cautela e caldos de galinha
Atravessei fora da passadeira e quase pisei um esborrachado novelo de penas ensanguentadas. Simbólico, que não consigo evitar a imagem do Quim, hoje tornado cruz na porta do restaurante São Domingos...
Quanto ao pombo, não chegou a morrer de gripe das aves porque entretanto foi atropelado por um automóvel. Tem razão a Emiéle, os portugueses protegem-se pouco da epidemia rodoviária.
Por outro lado, são os que reduziram mais drasticamente o consumo de carne de aves, por medo da prometida ameaça. Cautelas ... sem caldos de galinha. Que de ameaça não passará, diz quem pensa que sabe sabe, via email
( excerto da edição de abril-2006 da revista DSALUD, da autoria de Jose Antonio Campoy. Oxalá não seja apenas uma técnica de marketing)
Publicado por inesf às 11:12 PM | Comentários (2)
bom dia
"Bom dia, olhe fala daquela loja na Rua de Stº António onde a senhora adquiriu uma cruz. É para pedir que passe por cá e traga a que se partiu. Temos uma nova para a substituir e a devolver à fábrica estrangeira."
A minha cruz cristalina partira um braço horas depois de as Tias carinhosamente me condecorarem por 61 anos de vida. Estava escrito que as cruzes cristalinas não sobrevivem... Agarrei em mim e fui à loja. Que não podia ser! Impossível ter acontecido! Fábrica estrangeira de um país tão longe, que só em Março o viajante voltava. Não podiam trocá-la, era caríssima!
Perante o inacreditável, aconselhei Acho melhor retirarem as que têm na montra. Para não voltarem a passar por uma destas! Pediram-me o contacto telefónico, que só daí a três meses podiam pôr o problema ao viajante da fábrica.
Quando desfizeram a montra, seguiram o conselho. Hoje, o dia voltou a ser cristalino.
Publicado por inesf às 09:50 AM | Comentários (4)
março 18, 2006
pesquisas como cerejas
A rua fica entre dois largos, o do Pé da Cruz e o de São Francisco. Zona bonita, algumas casas guardam dignidade ainda no abandono desabitado. Em todo o caso têm identidade, coisa que falta nas ruas sem etiqueta da nova Faro.
Em busca de Manuel Penteado a pesquisa levou-me a este episódio da vida de Rafael Bordalo Pinheiro, seu amigo. Fascinada pelo sítio, por aqui me fico com Bordalo. O poço que ri, chama-lhe Joaquim Leitão.
"À meia-noite saíamos e o Tavares ficava deserto.
Aí íamos em bando, acompanhar o Pai Bordalo a casa, mas dali do Tavares, na Rua do Mundo, a casa de Rafael, no Largo da Abegoaria, nunca levávamos menos de três horas.
Sem noção do tempo, Rafael Bordalo continuava a conversar, a rir, a fumar, a fazer caricatura oral, mal se resignando com a debandada quando começava a amanhecer.
Nunca chegava a casa no mesmo dia como nunca chegou ao teatro a tempo de assistir ao primeiro acto de uma peça. Sucedia mesmo e frequentemente, vestir-se de casaca para ir a S. Carlos, e quando descia o Chiado já encontrar o público a sair do teatro.
Cavaqueador infatigável, ficava-se à mesa a cavaquear com a família. A conversar e a tomar o café, que era revestido de rigoroso ritual: feito numa máquina de metal branco, diante do oficiante, e tomado em xícaras minúsculas, como se usa no Brasil. Bordalo que exigia vê-lo passar, acabava por o tomar frio, acompanhado de cálices de aguardente também muito pequenos.
O fim do jantar entrava, pois, pela noite dentro, e o regresso a casa pela aurora.
Por mais que a nossa ternura o quisesse poupar a noitadas, Bordalo não transigia.
Já muito no fim, uma noite estávamos no Tavares alguns dos amigos do costume: Ciríaco de Cardoso, João Chagas, o cantor António Andrade, Manuel Gustavo, Alfredo de Mesquita, Manuel Penteado, Augusto Pina, o Jorge Cid, às vezes Fialho, outras o João Saraiva, grupo numeroso que obrigava a juntar duas mesas; Bordalo conversava, ria, e num acesso de tosse mais violento ficou roxo, pendeu-lhe um pouco a cabeça, que um de nós segurou."
Publicado por inesf às 03:06 PM | Comentários (2)
março 16, 2006
efeméride
Foi neste dia, em 1974, a intentona das Caldas da Rainha, o ensaio do 25 de Abril.
"Há vinte trinta e dois anos, em vésperas do 25 de Abril, Portugal era um país anacrónico. Último império colonial do mundo ocidental, travava uma guerra em três frentes africanas solidamente apoiadas pelo Terceiro Mundo e fazia face a sucessivas condenações nas Nações Unidas e à incomodidade dos seus tradicionais aliados.
Para os jovens de hoje será talvez difícil imaginar o que era viver neste Portugal de há vinte trinta e dois anos, onde era rara a família que não tinha alguém a combater em África, o serviço militar durava quatro anos, a expressão pública de opiniões contra o regime e contra a guerra era severamente reprimida pelos aparelhos censório e policial, os partidos e movimentos políticos se encontravam proíbidos, as prisões políticas cheias, os líderes oposicionistas exilados, os sindicatos fortemente controlados, a greve interdita, o despedimento facilitado, a vida cultural apertadamente vigiada. "
in António Reis - Portugal 20 Anos de Democracia
Publicado por inesf às 03:36 PM | Comentários (5)
30 segundos, por favor!
Só vos peço 30 segundos para reenviarem.
Obrigado.
Não custa nada e Deus queira que nunca nenhum de nós necessite de recorrer á Internet para pedir este tipo de ajuda.
Bastam alguns segundos para reencaminhar esta mensagem para quem você conhece.
A minha filha Maria Cecília, está desaparecida desde o dia 26 de Fevereiro.
Por favor se alguém tiver visto. Favor informar 21 782 69 408
Pode ligar a cobrar.
Obrigada
Marta Alexandra Sá Oliveira Pinho
Recebi este grito por mail. Liguei o número indicado. Surpresa: "PT Comunicações, o número de telefone que marcou não se encontra atribuído."
Vou deixar ficar o post, como alerta para uma maldade brincalhona.
Mas então quando for a sério, quem vai acreditar?
Publicado por inesf às 10:00 AM | Comentários (13)
março 15, 2006
divórcio
É raro estarmos de acordo mas quem manda é ele, o ecrã do televisor. Um chato! Macroeconómico! Ridículo! Entra-me a cem, sai-me a duzentos e mesmo assim não o suporto mais.
Praticamente só o vejo à hora da refeição, o ritual que ficou do tempo em que significávamos alguma coisa um para o outro. Tentámos tudo para um novo entendimento, pusemos a tvcabo. eh! a coisa melhora pouco...
Mas vai ser hoje! Acredito que vai ser hoje o divórcio. Assim que recomeçar a meia hora de opa, os milhões e as percentagens de lucro dos bancos e a certeza de que nada disto cabe na minha cabeça.
Porque não suporto tanta riqueza incoerência no meu ecrã! Ele baba progresso, eu espumo raiva! Eu só acredito na realidade que vejo, o desemprego, a confiança em vias de extinção. Ele converteu-se ao capitalismo, aos dourados salões, à fina flor do entulho. Paspalho! RUA!
Publicado por inesf às 06:19 PM | Comentários (3)
março 10, 2006
arrumações
Uma frase por esta foto de 30 anos.
Publicado por inesf às 10:44 AM | Comentários (5)
A culpa foi minha… devia ter escrito no quadro
(Era frequente os professores esquecerem a presença de uma aluna surda nas suas aulas. Não estavam habituados. Eu era a primeira e única surda nesta escola.)
Do Baú do Silêncio sai uma história... daquelas que fazem pensar...
Publicado por inesf às 12:09 AM | Comentários (2)
março 07, 2006
Criatividade
a criatividade será colocada um dia ao mesmo nível da aprendizagem das ciências exactas
Ken Robinson, na Conferência Mundial de Educação Artística
Publicado por inesf às 10:06 AM | Comentários (3)
março 05, 2006
um

Publicado por inesf às 07:25 PM | Comentários (4)
xeque-mate
Agora que nos habituaram ao dinheiro de plástico vamos pagar as favas com as taxas da sua utilização. Porque não se trata apenas das taxas de levantamento. Pagar com Multibanco significa pagar mais caro.
Enquanto a banca se enche à sombra de previlégios, a sua ganância não conhece limites. Amoral, a banca suga o mais que pode, fingindo facilidades.
É hora de dizer BASTA, vão roubar para a estrada!
Por mim, já assinei a petição que o Rui se propõe enviar. E espero que o Parlamento aprove o projecto do PCP que confere ao Banco de Portugal a fiscalização do diploma que proíbe a cobrança de quaisquer taxas, custas ou despesas das operações de multibanco realizadas pelos titulares do cartão.
Publicado por inesf às 12:47 AM | Comentários (1)
março 02, 2006
a brincar
é tão simples aprender!
UE, a União Europeia tem muito que se lhe diga. Bandeiras, por exemplo. 25, cada uma com sua história. Um jogo de memória ali, indicado por uma professora aqui.
Escolher Português. Clicar na bandeira da UE
Como jogar: Clica nas bandeiras europeias para descobrires o lado escondido e encontra os pares idênticos.
Publicado por inesf às 04:37 PM | Comentários (2)