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julho 15, 2006
feira do carmo
Havia sempre por esta altura até há uns anos poucos atrás. O Largo do Carmo ficou minúsculo de repente. Acho que encolheu, porque a feira tinha de tudo desde os barros, tachos, alguidares e infusas, aos brinquedos de madeira e papel mais os carrinhos de lata, e finalmente aos leques.
Com os leques as senhoras abanavam-se na novena na igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo. Ditosos filhos de Maria ... ecoava o órgão barroco o canto final. Acordavam os miúdos e sorriam. Era a hora de regressar pelo meio da feira!
Passei pelo Carmo, a ajustar umas contas íntimas com a Senhora. Três da tarde, abriram as portas. Dois mendigos pegaram ao serviço. Turistas entraram, uns com o carrinho de bébé , uma família com o cão pela trela, igreja dentro. Bonito! Que fará um cão na Capela dos Ossos?!
Mais turistas. Subiram ao altar-mor e sentaram-se uns nos altos cadeirais barrocos , vasculharam outros as traseiras do altar. Espantou-me aquele tu cá tu lá com um espaço de acesso reservado ... a quem entendesse o aviso em português.
Parece que a feira agora é outra!

Publicado por inesf às julho 15, 2006 11:03 PM
Comentários
A sua mana não escreve há bué! Está ao menos tudo bem com ela?
Zeca da Nau
Publicado por: zeca da nau às julho 18, 2006 07:23 PM
Está tudo bem, Zeca, obrigada. Outros caminhos (http://ludotech.eu/jogos/forca/proverb.htm ) e muita preguiça...
Publicado por: Inês às julho 18, 2006 11:24 PM
