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julho 02, 2006
o vento varre
Particularmente ventoso este verão. À Pontinha, onde se cruzam, as correntes de ar guerreiam a ver qual tem mais força, enquanto os poucos transeuntes de domingo reclamam que coisa!
Fico especada em frente da loja nova. Ali era a ARTYS! Vendia livros e artigos de papelaria. Novos ventos sopraram o comércio para guetos comerciais. Ao lado da comida para pássaros, dos apetrechos domésticos, dos brinquedos e bonecas, estão os livros em pilha, os clips pendurados. A ARTYS definhou e morreu. Taparam-lhe os olhos as montras com papel de cenário e o nome, ARTYS, ficou uns dias, como uma promessa. Não cumprida. Um insulto que tenham posto naquele sítio uma loja de lingerie.
O vento varre as histórias das cidades e das pátrias. Acontece em Lisboa com o Aljube. Quão veloz vem o esquecimento!
Publicado por inesf às julho 2, 2006 04:57 PM
Comentários
Obrigada Inês, pela chamada de atenção.
Quero acreditar que a blogosfera também tem força, e muitas gotas de água podem fazer uma torrente de água cheia de força!
Não vamos deixar que a História desapareça lá nas brumas do esquecimento.
Voltando ao início do teu post, sabes que também me dói, quando vejo uma loja que conheci desde sempre, mudar de mãos e de ramo, assim como quem estala os dedos, trás, já tá! bem sei que muitas vezes terá de ser, mas fica aqui um vazio...
Publicado por: Emiéle às julho 3, 2006 08:37 PM
