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julho 23, 2006
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Um dia, na primavera de 2002, escrevi um email a Marcelo. O Professor parecia-me a única pessoa capaz de ouvir o que eu tinha para dizer. Guterres fugira do governo e Durão entregara a Educação a David Justino, que logo decidira acabar com a reforma do Secundário, que se encontrava em plena fase de lançamento. Como se isto fosse tudo dele!
Tinhamos os programas novos na escola, preparávamo-nos para os iniciar no Setembro seguinte. Durante um par de meses o trabalho com os novos programas continuava, apesar dos zun-zuns que circulavam. A desmotivação inquietava.
Um impulso irreprimível e o crédito que Marcelo conquistava na TVI ditaram-me o email ao todo-poderoso comentador. Não deixe que tanto trabalho vá pelo cano abaixo. É que nunca mais ninguém vai acreditar em planos e projectos!
Marcelo, porém, era então um info-excluído e nunca respondeu às minhas preces, nem sequer com um automático. Durão pagou milhares de euros de indemnização às editoras que já tinham produzido os livros. Ninguém indemnizou os professores pelos estragos causados na sua confiança face ao sistema educativo.
Cada cabeça, sua sentença é um provérbio desgraçado quando aplicado para governar um país. Hoje ouvi o Professor. Dava-lhe 7. É muita palha!
Publicado por inesf às julho 23, 2006 10:49 PM
Comentários
Inês, fazendo completamente minhas as tuas palavras, e também achando que há para ali muita palha, só me lembro que "todo burro come palha, a questão é saber dá-la" e isso deve ser o milagre das sondagens do nosso governo.
A palha está a ser dada com mestria..
Publicado por: Emiéle às julho 24, 2006 08:58 AM
Isso mesmo! Diria que a intenção e o valor de sondagens são 'insondáveis'. Se toda a gente reclama, quem é que é 'sondado'?
Publicado por: Inês às julho 24, 2006 10:45 AM
