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setembro 02, 2006
drogas
O excerto que vi da Floribela ontem assustou-me. Não se pode aceitar uma porcaria daquelas, sem protestar.
Diziam ser inofensiva, apenas uma pobre menina - a versão actual da Gata Borralheira - e acreditei. Até ontem.
Vejam todos! Digam-me que o episódio de apenas dez minutos é inofensivo. A mulher grávida do homem que Floribela ama em sofrimento. De espanador na mão Floribela cantava o amor ao parvalhão de cabelo pintado, ali atrás dela. O sonso comentou com outro que precisava fazer alguma coisa...
Quem foi o desgraçado que pariu esta droga?
Quem cala consente.
Publicado por inesf às setembro 2, 2006 12:30 PM
Comentários
Tenho de ver, Inês.
Esta coisa de não ver o que penso não me interessar acaba por ser uma atitude incorrecta.
Publicado por: Emiéle às setembro 2, 2006 01:02 PM
Pois... em nome das sagradas Santas Audiências deseduca-se, desinforma-se, mostra-se (quase sempre) o pior do ser humano à sombra duma inocente Florisberta, ou Anjo Selvagem, ou outra parvoíce qualquer...
Quando a gente ouve gente responsável (???) dizer que a telenovela precisa de ter mais sexo porque o público está cada vez mais exigente... isto quer dizer o quê?... Enchem as televisões de fast-food para o espírito, e depois admiram-se que os jovens tenham cada vez mais porcarias na cabeça... Por trás de cada Florisberta há uma resma de personagens com os piores instintos e comportamentos... mas o povo quer é isto, ou como dizia o outro, "pão e circo"; como o pão cada vez é menos, o pagode apanha indigestões de circo (sem ofensa para os artistas circenses, que não têm nada a ver com tantas e tamanhas porcarias).
Publicado por: Vi às setembro 2, 2006 04:28 PM
P.S. - O desgraçado que pariu esta droga parece que foi um argentino qualquer: a SIC lá achou graça à coisa, e resolveu adaptá-la... mal-empregado tempo de tradução!
Publicado por: Vi às setembro 2, 2006 04:33 PM
Será assim tão grave? Não me parece - e não é por não ter visto. É pelo significado da Floribella: produto do desespero dos programadores televisivos, que têm cada vez menos jovens na audiência.
O resto é merchandising. Alimentar as indústrias das t-shirts, capas de cadernos escolares, pins, etc. Porque a verdade é esta: são cada vez menores as audiências dos diversos telelixos, que fogem para a web onde têm o que querem, participam e moldam o entretenimento que pretendem em vez de ficarem sentados a deixar que lhes enfiem o divertimento pelo cérebro abaixo.
Publicado por: Paulo às setembro 2, 2006 05:01 PM
pois eu nem para ela consigo olhar.
cá me parece que todos têm cara de parvos desde a mosca morta ao pseudo-galã-cabelo-palha.
parece-me grave, parece.
desde há uns anos para cá, o país começou a nivelar por baixo e isto é gravíssimo.
Publicado por: M&M às setembro 2, 2006 05:53 PM
"A Floribela explicada aos adultos: eis uma empreitada dificil. (...)"
"A Floribela é uma espécie de Gata Borralheira, mas para crianças mais pequenas e mais crédulas. Conheço 2 ou 3 recém-nascidos que já não se deixam convencer por aquela história.
Por falar em história, conta-se brevemente: por causa da morte da mãe, do desaparecimento do pai, da pobreza e de um ferúnculo no pé, F. é desgraçadinha de várias maneiras.
A vida foi má para ela, e quem vê a série começa, de facto a simpatizar com a vida."
"Ver a série F. é uma experiência equivalente à de entrar numa divisão da casa em que se pôs insecticida: mais cedo ou mais tarde, sabemos que vamos dar de caras com a mosca morta."
"Do ponto de vista ideológico, há que reconhecer que a F. é um triunfo. Ainda que tardia, trata-se de uma das mais felizes manifestações do salazarismo."
"F. canta alegremente:
Pobres dos ricos, que tanto têm
para que é que serve tanto dinheiro?
não tenho nada
mas tenho, tenho tudo
Sou rica em sonhos
e pobre, pobre em ouro
pobres dos ricos que sem verdade
vivem a vida sem liberdade
eu tenho sorte, pois sendo pobre
sobra-me tempo e tenho sonhos."
excerto do texto "António de Oliveira Floribella"
por Ricardo Araújo pereira - Visão de 6 de Julho de 2006
imperdível!
e mais não vale a pena dizer!
Publicado por: M&M às setembro 2, 2006 06:10 PM
Tô na Festa do Avante, em directo e a cores. Acabo de tomar um cafezinho cua Doutora Odete Santos (quer-se dizer, tava na mesa mesmo ao ladinho).
Bjinhos, inté
Publicado por: Vi às setembro 2, 2006 10:04 PM
Pôx... esta coisa da Floribella não sei -só ver os cadernos, mochilas e sei lá mais o quê já me irrita...- mas tive uma turma em que os pais cortaram os Morangos com Açúcar (devem ser do mesmo calibre, embora a temática seja diferente, não?) por considerarem que só dava maus exemplos. E os miúdos estavam de acordo (ena!!!:)
M&M, bora escrever uma novela 'Noiva, Esposa e Mãe'? Salazarismo por salazarismo... (LOL)
Publicado por: galgaveloz às setembro 2, 2006 10:14 PM
Vou ver, Inês. Até agora, nunca consegui.
Não sei se já estou mesmo fora de época. Mas , com desespêro da minha mãe e com a tensão que desatina a subir, continuo também a achar que quem cala consente.
Mas alguém ouve? Alguém mesmo está interessado em ouvir?
Que cena!!!
Um beijo, Inês
Publicado por: teresa frazão às setembro 2, 2006 10:48 PM
Bem, que desatino, não consigo tirar estes comentários todos...
Publicado por: teresa frazão às setembro 2, 2006 11:05 PM
bom Galga.
em resposta à tua pergunta, deixo mais um excerto do texto do ricardo araújo:
"Enquanto os miudos dos morangos com açucar estão a praticar o sexo pelo sexo e a experimentar diversos tipos de droga, como qualquer adolescente saudável, a Floribella anda entretida a acreditar em fadas e a entregar-se a melancoliazinhas várias.
F. está apaixonada por um individuo de ascendência alemã que tem uma barba mesmo muito cerrada e pinta o cabelo.
E isto é que é pernicioso: mais cedo ou mais tarde, o público dos McA vai perceber que as drogas têm mt pouco interesse e que o sexo pelo sexo, às xs acaba por ser ligeiramente menos compensador do que o outro.
Mas o público da F. convencido de que está a assistir a uma série que transmite mensagens positivas, pode continuar, pela vida fora, a acreditar que as fadas nos resolvem os problemas e que um homem pintar o cabelo é aceitável e bonito."
espero ter contribuido para o teu esclarecimento amiga! é mesmo assim, acho eu que tb. não vejo.
(olha, tou a óvir fedetes!
o que terá acontecido?)
Publicado por: M&M às setembro 3, 2006 12:01 AM
Não são mais que subprodutos da falta de imaginação.
Ou pior ainda, da falta de cultura…
Publicado por: zé às setembro 3, 2006 12:01 AM
Teresa, este Weblog anda complicado com os comentários. Parece que não entram e afinal multiplicam-se.
Pior é a esta coisa da tensão que não conseguimos controlar. Padeço do mesmo mal e às vezes apanho cada susto!
Publicado por: Inês às setembro 3, 2006 12:06 AM
Um mau exemplo no episódio de ontem foram as escutas. Não vi mais de 10 minutos, e foram duas cenas: Floribela meio escondida a escutar a conversa do senhor com a namorada, e o senhor a espreitar Floribela e a escutar o que falava de si para consigo.
Antigamente ensinava-se que era muito feio escutar. Agora os pais não vão conseguir passar essa mensagem!
Publicado por: Inês às setembro 3, 2006 12:34 AM
Ainda não é desta vez que vi nenhum episódio mas assim vou "vendo por indirecta pessoa" através da Inês...LOL
Olha Galga, apesar de não ser professora conheço bem miúdos, e sei também de dois casos onde os pais decidiram que acabavam "os morangos". A primeira semana foi difícil, mas o certo é que a seguir os miúdos aceitaram (é claro que os pais deram-lhes alternativas interessantes, bastante mais ar livres e desporto por exemplo) e os resultados escolares foram fulminantemente diferentes.
Juro que falo verdade!
Publicado por: Emiéle às setembro 3, 2006 11:53 AM
Emiéle, é isso mesmo :) Se muitos pais acabassem com a tv e as PS2 no quarto dos pirralhos, pode crer que iriam melhorar o rendimento escolar. Onde é que já se viu um miúdo de 10 anos chegar completamente grogue de sono às aulas porque esteve a jogar ou a ver televisão até às 2 da matina?? E os maus resultados são por culpa dos profs... ;(
Já agora, a Floribella dá a que horas? :)
Publicado por: galgaveloz às setembro 3, 2006 09:27 PM
o mais miserável destas "tretas" é a audiência gostar mesmo, pelos vistos...
Publicado por: hammer às setembro 4, 2006 10:25 PM
Que remédio, Hammer! A mercantilização das pessoas não é o que marca esta época flácida?!
Publicado por: Inês às setembro 5, 2006 11:08 AM
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Publicado por: canadphlprcs às dezembro 6, 2009 01:32 PM
