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outubro 18, 2006

ontem

A par da pobreza envergonhada, filha de uma grande nobreza, prolifera a pobreza descarada. Gente que faz da pedincha profissão. Que usa de expedientes para caçar esmolas na rua. Qualquer um cai - basta que esteja mais frágil, ou mais distraído, naquela manhã em que sai de um hospital e lhe sai pela frente um pobre, com ar de pobre, fala de pobre. Naquela tarde em que feliz se sente e dá de caras com um voluntário que lhe pede dinheiro para ajudar alguém, tem na mão um papel. Abre a carteira, tira a moeda. Só depois duvida: Será?!

Publicado por inesf às outubro 18, 2006 02:43 PM

Comentários

Tal qual, Inês.
Ordem de afinarmos os neurónios. E a prudência. (tão difícil para mim)

Publicado por: teresa frazão às outubro 20, 2006 11:23 AM

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