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dezembro 02, 2006

mais caro mais barato

queres ouvir esta...?
L interrompe a tarefa que me agarra ao chão. É que vai lendo o jornal pelos dois dando-me conta das novidades novas. Primeiro as do DN. Agora é a graça do Expresso. Primeiro Caderno. Página 20.

BURLA
PSP castiga segurança
Um segurança pessoal de Cavaco Silva foi suspenso por 90 dias depois de ter sido apanhado a trocar o preço de comida para gatos num supermercado.

É preciso ler a história para sorrir completamente. E o parágrafo final que diz: O agente em causa é segurança de Cavaco Silva desde os dias de primeiro-ministro e homem da confiança pessoal da família presidencial.

Abençoado segurança do hipermercado, que não tergiversou. Não terá sido pequena a pressão dos colegas do ladrãozeco, incomodados pela injustiça feita ao amigo e comparando as impunidadezinhas:

"Há meses um segurança do Procurador João Guerra foi apanhado a fazer corridas na ponte Vasco da Gama e não apanhou um único dia de suspensão".

Pois claro! São as autoridades que nos guiam os comportamentos. Pois claro!

Publicado por inesf às dezembro 2, 2006 12:48 PM

Comentários

Pois acho muito bem, que a justiça quando nasce é para todos. Só é pena que não seja aplicada na mesma proporção a todos... como ministros a duzentos à hora e tantas outras coisas que nós, simples "carne para urna" (leia-se "eleitores"), desconhecemos completamente - neste país de justiça pra cidadãos de primeira e justiça pra cidadãos de segunda.

Publicado por: Vi às dezembro 2, 2006 05:51 PM

Querida Vi, não resisto a pedir-te um favor: se davas aí um saltinho ao Jumbo de Almada e transmitias ao responsável pela segurança o meu apreço pela coragem. E o meu sorriso de orelha a orelha de pura gratidão.

O Expresso conta que "Não havia ninguém por perto e o homem aproveitou: trocou discretamente as etiquetas com o código de barras das embalagens de comida para gatos e trouxe a mais cara.
A câmara de vigilância do hipermercado Jumbo de Almada gravou tudo e na caixa o suspeito foi convidado a acompanhar os seguranças a uma sala privada. Desculpou-se, prontificou-se a pagar a diferença que não ultrapassava os cinco euros, mas como estava armado teve de se identificar: agente principal R., elemento do corpo de Segurança da PSP, ao serviço do Presidente da República, Cavaco Silva, segundo contou fonte policial..."

Publicado por: Inês às dezembro 2, 2006 06:12 PM

Gato fino...

Publicado por: às dezembro 2, 2006 11:39 PM

Recordo, Inês, o episódio antigo, em que um segurança de um hospital foi despedido por ter barrado a entrada a um senhor Silva (perdoe a mancha de usar a expressão popularizada por AJJardim) que era então primeiro ministro e julgava, por isso, que não tinha de mostrar o cartãozinho à porta. As nódoas, quanto mais gordurosas, mais elas se espalham. Aproveito para lhe dizer que tinha toda a urgência em contactá-la por mail e que não sei como fazê-lo nesta página.

Publicado por: ACS às dezembro 5, 2006 12:50 PM

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