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fevereiro 14, 2007
o pior português de sempre
Gostava que um programa de televisão, como o Prós & Contras, o Sociedade Civil ou o Opinião Pública abordassem o tema dos números que confundem Portugal.
Se temos dezenas de milhar de licenciados em todas as áreas que não encontram trabalho, como se queixam as comissões europeias e outras pretensas autoridades dos números, da falta de formação dos portugueses?!!
Há claramente um excesso de formação, é o que vejo! Um excesso de investimento dos cidadãos na educação dos seus filhos. Investimento sem retorno, ao contrário dos bancos com os seus lucros pornográficos.
Os lucros em operações financeiras tiveram um incremento de 48,9 por cento, elevando-se a 17,1 milhões de euros.
O pior português de sempre é o cego que não quer ver! Que diz e desdiz com a mesma lata. Que não usa o que tem e só quer o que não tem. Que acha que o mal está nos outros, que os outros é que não prestam, que ele é que é bom!
Publicado por inesf às fevereiro 14, 2007 09:56 AM
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Comentários
Concordo contigo amiga Inês.
Penso é que o "excesso de investimento" esteja a ser mal direccionado, ou seja as licenciaturas ou são desadequadas às necessidades ou paupérrimas de conteúdos. O problema está na falta de exigência, tipicamente portuguesa.
Bjinhos
Publicado por: Guilherme às fevereiro 14, 2007 03:52 PM
(Isto está bonito! Vamos ver quantas vezes entra o meu comentário...?)
Como sempre, penso eu que estamos a misturar noções que não podem ser misturadas. Na perspectiva europeia, onde as pessoas têm uma boa formação e são necessárias para os investimentos que se fazem, nós -portugueses - temos pouca, ou seja eles têm bastante mais; na perspectiva portuguesa, onde se vê curtinho e medíocre, onde se tenta poupar em vez de investir, (sobretudo poupar em custos humanos) aí até temos formação a mais! Uma coisa é o olhar de fora para dentro, outra o olhar de dentro para fora.
Assim vai o país! (MUITO MAL)
Publicado por: Emiéle às fevereiro 14, 2007 05:57 PM
Guilherme, quem tem capacidade de fazer uma licenciatura ainda que desadequada ou paupérrima (mas por culpa de quem?) é capaz de aprender a trabalhar.
O trabalho remunerado é que parece escasso.
Publicado por: Inês às fevereiro 14, 2007 11:02 PM
Emiéle, confesso que a perspectiva europeia não me diz nada. A formação não é melhor que a nossa. Concedo que é mais adequada às necessidades, mais profissional e mais prática.
Também temos desses cursos profissionais. Mas cá terminam com um promissor estágio, seguido de desemprego. êta! país mais miserável :))
Publicado por: Inês às fevereiro 14, 2007 11:24 PM
A metáfora da serpente é mesmo boa.
Então «a culpa é sempre da serpente»,não é?
Nós, toca a demitrimo-nos. MAU DEMAIS.
Inês, já percebeu que, além da laranjinhAa, o André é o outro meu filho? Claro com a sua corte:Ana e Marias?
Publicado por: teresa frazão às fevereiro 15, 2007 04:31 PM
E eu, professora de Potuguês, a escrever «demitrimo-nos», em vez de «demitirmo-nos». DESCULPEM.
TAMBÉM ASSIM CANDIDATA AO «PIOR PORTUGUÊS DE SEMPRE»
Mas exigente, sempre. E assim também tão fora de moda...Chega a ser deprimente.
Publicado por: teresa frazão às fevereiro 15, 2007 04:37 PM
Claro que sei do seu André, da rainha e dos príncipes. Gosto muito da Caixa de Costura. E agora percebo que escreva tão bem, filho de uma professora de Português exigente. E dotado de muita inteligência e sensibilidade e dum humor finíssimo.
Estou a vê-lo a caminhar para o café do cinema Império e o João Maria ou o Manuel Maria a 'converter-se' à religião da concorrência :) ihihih! adoro os filmes do seu André, Teresa
Publicado por: Inês às fevereiro 15, 2007 11:29 PM
